Voltando ao post anterior sobre as interdependências entre a informação e os poderes económico e político, parece-me que algumas ideias não ficaram bem claras.
Todo o poder político tem a tentação de controlar a informação, de forma a veicular e propagandear as suas ideias e, principalmente, a esconder, por omissão ou por deturpação, os factos que poderão contrariar a verdade oficial.
Os regimes ditatoriais, tais como o comunismo e o nazismo, o franquismo e o nosso caseiro salazarismo, só para citar exemplos próximos, fizeram do controle da informação uma arma poderosíssima e um meio de excelência para impedir a disputa do poder. Outro exemplo é a organização que suporta a Igreja Católica, por exemplo, que sempre fez do controlo das fontes de informação, da censura e do impedimento ao conhecimento livre, uma das suas fontes de poder.
O exemplo tipificado por Sílvio Berlusconi é, apesar de tudo, ligeiramente diferente. Neste caso a informação é controlada pelo poder económico, concentrada num homem ou numa empresa, que usa o controlo informativo e o poder económico como armas para ascender ao poder político. Ou seja, o facto de se ter dinheiro, compra a informação e a propaganda e compra um lugar na política.
É claro que esta é uma análise mito simplista da situação. Mas talvez seja importante pensar que são indispensáveis mecanismos de regulação, garantidos pelo estado, através dos seus representantes legitimamente eleitos, impedindo a concentração do poder económico e a concentração do poder informativo, sob a alçada do primeiro. Se essa regulação não existir talvez seja difícil garantir a liberdade de discussão de ideias, a liberdade de expressão de pensamento, ou mesmo a democracia, tal como a concebemos hoje em dia.
Todo o poder político tem a tentação de controlar a informação, de forma a veicular e propagandear as suas ideias e, principalmente, a esconder, por omissão ou por deturpação, os factos que poderão contrariar a verdade oficial.
Os regimes ditatoriais, tais como o comunismo e o nazismo, o franquismo e o nosso caseiro salazarismo, só para citar exemplos próximos, fizeram do controle da informação uma arma poderosíssima e um meio de excelência para impedir a disputa do poder. Outro exemplo é a organização que suporta a Igreja Católica, por exemplo, que sempre fez do controlo das fontes de informação, da censura e do impedimento ao conhecimento livre, uma das suas fontes de poder.
O exemplo tipificado por Sílvio Berlusconi é, apesar de tudo, ligeiramente diferente. Neste caso a informação é controlada pelo poder económico, concentrada num homem ou numa empresa, que usa o controlo informativo e o poder económico como armas para ascender ao poder político. Ou seja, o facto de se ter dinheiro, compra a informação e a propaganda e compra um lugar na política.
É claro que esta é uma análise mito simplista da situação. Mas talvez seja importante pensar que são indispensáveis mecanismos de regulação, garantidos pelo estado, através dos seus representantes legitimamente eleitos, impedindo a concentração do poder económico e a concentração do poder informativo, sob a alçada do primeiro. Se essa regulação não existir talvez seja difícil garantir a liberdade de discussão de ideias, a liberdade de expressão de pensamento, ou mesmo a democracia, tal como a concebemos hoje em dia.
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