Ontem vi um pedaço do programa abrilhantado por Jaime Nogueira Pinto, em que traçava um Salazar muito à maneira dele, muito patriótico, muito honesto, muito modesto, muito missionário, muito ditador, mas isso até era bom, sem dúvida, mas este povo até gosta, enfim, nunca mais fomos os mesmos, o que era preciso era mesmo outro Salazar para meter isto na ordem.
Há uma ou duas semanas vi um pedaço do mesmo programa, desta vez abrilhantado pela dramática Odete Santos, toda ela em cores de encarnado, com grandes gestos e emocionado semblante, traçando o perfil do herói mais heróico que tivemos a sorte de ter em Portugal, que lutou contra a longa noite do fascismo, com determinação e coragem.
Estes programas, como muito bem disse A. Teixeira, são de entretenimento, e não de informação. Por isso acho absurdas as posições estremadas, de louvor extremo ao programa até à acusação de neosalazarismo encapotado, que se lê pela blogosfera.
Apesar de saber que Álvaro Cunhal defendia um regime idêntico àquele que combatia, não posso deixar de ter alguma simpatia pela sua figura. De facto era inteligente, aventureiro, artista, enfim um herói romântico, que só o foi porque nunca conseguiu chegar ao poder.
Relativamente a Salazar, para mim ele era tudo menos um grande português. Foi um homem que moldou o país à sua imagem e semelhança, sem grandeza de qualquer espécie. A partir do pós guerra, não vejo qualquer justificação para o aprisionamento das pessoas e das ideias, para o empobrecimento, para o enquistamento do conservadorismo e do provincianismo, para a rejeição das novidades na política e na sociedade.
Há uma ou duas semanas vi um pedaço do mesmo programa, desta vez abrilhantado pela dramática Odete Santos, toda ela em cores de encarnado, com grandes gestos e emocionado semblante, traçando o perfil do herói mais heróico que tivemos a sorte de ter em Portugal, que lutou contra a longa noite do fascismo, com determinação e coragem.
Estes programas, como muito bem disse A. Teixeira, são de entretenimento, e não de informação. Por isso acho absurdas as posições estremadas, de louvor extremo ao programa até à acusação de neosalazarismo encapotado, que se lê pela blogosfera.
Apesar de saber que Álvaro Cunhal defendia um regime idêntico àquele que combatia, não posso deixar de ter alguma simpatia pela sua figura. De facto era inteligente, aventureiro, artista, enfim um herói romântico, que só o foi porque nunca conseguiu chegar ao poder.
Relativamente a Salazar, para mim ele era tudo menos um grande português. Foi um homem que moldou o país à sua imagem e semelhança, sem grandeza de qualquer espécie. A partir do pós guerra, não vejo qualquer justificação para o aprisionamento das pessoas e das ideias, para o empobrecimento, para o enquistamento do conservadorismo e do provincianismo, para a rejeição das novidades na política e na sociedade.
O seu problema é que não passa de uma complexada de esquerda. Recomendo-lhe uma leitura sobre os crimes do estalinismo para perceber o tipo de regime que Alvaro Cubhal pretendia para Portugal.
ResponderEliminarComo bem dizes, é um programa de entretenimento, visando - lá está - entreter e, de caminho, fazer pensar... E apesar de tendencioso (mas julgo que a ideia de cada um dos programas, defendendo cada um dos ilustres maiores portugueses, é precisamente essa), apresenta perspectivas interessantes e que fazem reflectir...
ResponderEliminarQuanto a Cunhal: sou comunista mas nunca tive particular simpatia por ele, para além da tal aura de "herói romântico" que era apenas parte do todo (tal como o Salazar do programa era apenas parte do Salazar todo), mas com a qual compreendo que se sintam afinidades quase quixotescas.
Por muito que se deteste Cunhal, há que ter a honestidade de lhe reconhecer como assumiu e se bateu frontalmente pelas suas opiniões, ao contrario do insigne anónimo do primeiro comentário que acha frontalmente o que acha mas assina como assina. Nem mesmo um pseudónimo, como costumam fazer os comunistas, oh anónimo? Lamentável… Em carácter, parece que o resultado está Cunhal Estalinista 1 Anónimo das Recomendações 0…
ResponderEliminarPor curiosidade, já repararam a frequência com que leituras se recomendam por estes dias aqui pela blogosfera?…
Obrigada a A. Teixeira, que disse quase tudo o que eu queria dizer. Mas acrescento que há algumas pessoas que não perdem uma oportunidade de mostrar, de uma forma muito corajosa, os seus complexos de direita!
ResponderEliminarAntónio Rufino: é claro que a aura de herói romântico é só uma fracção, mas é uma fracção interessante. Ontem fiquei com um enorme respeito por Aristides de Sousa Mendes, mais do que já tinha. Talvez para o Anonymous o José Miguel Júdice também seja um complexado de esquerda, e o Aristides de Sousa Mendes tenha sido um defensor da ditadura estalinista...
De uma forma mesmo muuuuito corajosa ;)
ResponderEliminarEnfim, queria dizer-te que gostei muito do teu artigo, Sofia, também para mim Álvaro Cunhal tem aquela aura de herói romântico, provavelmente por nunca ter estado no poder. Quanto a Salazar, não consigo esquecer o obscurantismo em que mergulhou o país durante tantos anos - pode parecer um chavão, mas acho que não é.
O José Miguel Júdice tem evoluido: já foi um independente de direita (quando era novo), depois foi evoluindo lá para o "bloco central"quando começou a ver que esse tipo de posições não dava dinheiro e agora não passa de um oportunista à procura de negócios que sustentem a sua sociedade de advogados. E se possivel fazer negócios próximos do poder "socialista" pois por aí há sempre muito dinheiro a ganhar nos pareceres e outras sinecuras.
ResponderEliminarA história do Aristides estará bem contada ? Será que ele não cobrava qualquer coisita pelas carimbadelas assim para arredondar o vencimento de funcionário . Estas coisa de funcionários públicos com carimbo tem muito que se lhe diga...
ResponderEliminarEssa do "herói romântico" está bem
ResponderEliminarapanhada. Vocês não devem ser de cá ou hibernaram muito tempo. Sal. e Cun. desprezavam os portugueses, como tiranos que foram. O único objectivo deles era o poder (e o primeiro foi, SÓZINHO, dono disto duranta 4 DÉCADAS. O segundo, para não ficar atrás, preparava-se em 75 para o imitar
E ainda há quem lhes dedique uma devoção canina. Tenham juízo, fascistas, sociais-fascistas e bloquistas.