Não pretendo entrar em polémicas nem em trocas de textos agressivos. Mesmo assim vou responder a João Pedro Henriques que se referiu amavelmente a este blogue como: Defender sabe-se lá o quê.Começo por lhe dar razão: não deveria ter escrito “todas as notícias” porque, em boa verdade e pelo rigor dos factos, eu não as posso ter lido “todas”, para o poder assegurar. E talvez “absolutamente tendenciosas” não tenha sido a melhor das expressões.
Mas o texto contém muito mais que essas duas expressões e considero muito significativo que a sua reflexão sobre o meu post não tenha ido mais além. Há lá muitas outras questões abordadas como a isenção e a qualidade informativas, o tipo de jornalismo que se tem praticado neste caso, a manipulação da população, ou seja, o cerne da questão.
Não sei o que é ou qual é a douta blogosfera a que se refere. Defender quem foi injustamente criticado parece-me um direito e um dever de todos os profissionais, independentemente da profissão a que pertencem. Não reconhecer que há maus profissionais e reagir pavlovianamente a qualquer crítica que lhes é dirigida, isso sim, isso é que me parece mal.
(pintura de Portinari: D. Quixote)
Gosto de ler alguém que defende assim uma classe, por acaso, aquela a que pertence!
ResponderEliminarMas, também por acaso – um acaso nunca vem só! – João Pedro Henriques sabe que, como em todas as classes, existem bons e maus profissionais...
Defender TODOS... nem com o “escudo anti-mísseis” do defunto R. Reagan!!!
É que existe um número razoável de “escribas-a-soldo”... mais bem pagos (digo eu!) que os profissionais dignos desse título!!!