10 dezembro 2006

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Finalmente morreu Pinochet. Que a terra lhe seja pesada.

A pobreza é uma ameaça à paz - Muhammad Yunus, prémio Nobel da paz, 2006.

Apesar de tudo, Portugal é dos países do mundo onde se vive mais e, se calhar, melhor!

8 comentários:

  1. João Moutinho11:38

    Sofia,
    O Pinochet morreu e já não volta.
    A democracia parece consolidada no Chile, tal como na Argentina o Brasil.
    É próprio de uma sociedade doente festejar a morte de quem quer que seja.
    Esta doença até nos poderia ser contagiada se estivéssemos na situação de quem fez a festa.
    Mas sendo a terra pesada ou ligeira dali não se levanta.
    Não me leve a mal esta comentário.

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  2. Sofia Loureiro dos Santos12:53

    João Moutinho: é claro que não levo a mal o seu comentário. Mas há pessoas que não tenho pena que desapareçam…

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  3. ferreira neves13:11

    Não estou de acordo com o comentário de João Moutinho!

    Creio que o Mundo respira melhor quando chega a hora de ver desaparecer uma figura sinistra.
    Perdoar tudo a quem morre parece-me o resultado de uma cultura que teme o regresso de “almas penadas” e, como se comprova pela resistência de Pinochet, todos aqueles que mandou assassinar, não conseguiram voltar do “além” para o enterrar mais cedo, o que é profundamente lamentável!!!

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  4. L. Rodrigues15:01

    Não perdoar a figuras como Pinochet é dizer aos que o glorificam que não estamos desatentos.
    Para que a "Profunda Tristeza" de Thatcher tenha a reacção que merece.

    Quanto a Portugal e a vida, vale a pena olhar para a frase de Yunus, e pensar que 20% de nós estão abaixo do limiar de pobreza. Dessas crianças que sobrevivem aos primeiros anos de vida, uma em cada cinco nasce condenada a uma vida que não desejamos a ninguém.

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  5. Sofia Loureiro dos Santos20:59

    Concordo com Ferreira Neves.
    L.Rodrigues: referia-me à redução da mortalidade infantil (das menores da europa) e ao aumento da esperança de vida (78 anos, das maiores da europa). É verdade que muitos de nós vivem muito mal, mas pertencemos à escassa minoria dos ricos.

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  6. Conceição01:15

    Penso que não podemos ficar indiferentes à morte de Pinochet. Pela minha parte, tenho pena que não tenha acontecido muito antes!
    Não posso estar de acordo com o comentário de João Lourenço: fez-me lembrar a canção de Brassens «Les morts sont tous des braves types...».
    Não é possível fazer reviver todos aqueles que foram vítimas da crueldade e despotismo desse ditador. Por isso, e por respeito por todos eles e para que a Humanidade não esqueça, será um dever lembrá-lo sim, como alguém que recusamos em absoluto.

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  7. Conceição01:20

    Peço desculpa: queria referir-me a João Moutinho e não a João Lourenço.

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  8. Sofia Loureiro dos Santos20:55

    Obrigada pelo comentário, Conceição.

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