
Ao contrário do que eu esperava, Portugal vai insistir, em 2007, em ressuscitar o defunto tratado constitucional europeu.
Tal como António Barreto diz, na sua crónica de hoje do Público, a Europa não aprendeu com os erros e corre para saltar o problema.
Já aqui abordei este assunto e não percebo a necessidade de uma Constituição europeia. A União Europeia é uma comunidade de Estados independentes e soberanos, não é um Estado em si. A multiplicidade de culturas enriquece a União Europeia e torna-a possível desde que não se esqueçam as diferenças e se respeite a possibilidade autónoma na decisão.
Se alguns pensam que o Tratado Constitucional, ou Constituição, é um imperativo prático e ideológico, com argumentos de peso tais como a possibilidade de políticas externa e de defesa comuns, então devem lutar para convencer os cidadãos europeus, todos eles, desse desígnio europeu. E deverão ser os cidadãos, por meio do voto, que é a forma de participação democrática por excelência para se decidirem políticas, a eleger um órgão mandatado para a criação do tal tratado constitucional.
Todos nos queixamos da ignorância da população relativamente aos assuntos europeus, do divórcio do povo com a política, mas os nossos representantes não se esforçam por aproximar os cidadãos das suas responsabilidades cívicas.
Portugal podia e devia liderar esse processo. Poderia incitar todos os países que formam a comunidade europeia a discutirem este assunto, dando-lhes capacidade de decisão. O reavivar de um processo já morto e enterrado, vai fragilizar a ideia duma Europa coesa e alargada.
Tal como António Barreto diz, na sua crónica de hoje do Público, a Europa não aprendeu com os erros e corre para saltar o problema.
Já aqui abordei este assunto e não percebo a necessidade de uma Constituição europeia. A União Europeia é uma comunidade de Estados independentes e soberanos, não é um Estado em si. A multiplicidade de culturas enriquece a União Europeia e torna-a possível desde que não se esqueçam as diferenças e se respeite a possibilidade autónoma na decisão.
Se alguns pensam que o Tratado Constitucional, ou Constituição, é um imperativo prático e ideológico, com argumentos de peso tais como a possibilidade de políticas externa e de defesa comuns, então devem lutar para convencer os cidadãos europeus, todos eles, desse desígnio europeu. E deverão ser os cidadãos, por meio do voto, que é a forma de participação democrática por excelência para se decidirem políticas, a eleger um órgão mandatado para a criação do tal tratado constitucional.
Todos nos queixamos da ignorância da população relativamente aos assuntos europeus, do divórcio do povo com a política, mas os nossos representantes não se esforçam por aproximar os cidadãos das suas responsabilidades cívicas.
Portugal podia e devia liderar esse processo. Poderia incitar todos os países que formam a comunidade europeia a discutirem este assunto, dando-lhes capacidade de decisão. O reavivar de um processo já morto e enterrado, vai fragilizar a ideia duma Europa coesa e alargada.
Também não consigo perceber como se insiste em “gastar cera com tão ruim defunto”...
ResponderEliminarParece-me que os produtores “oficiais” do produto tentam vendê-lo, de qualquer maneira!
Se fizessem menos “cera”, lá para os lados de Bruxelas, outra Europa cantaria!!!
Continuo a pensar que é uma fuga em frente.
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