21 novembro 2006

Entrega

ENTREGA

Pressinto-me
destino desencarcerado
no beijo que transcende
as bocas no osculo dado.

Se a vida estancasse
no embrião que se gerou
esfumava-se
o desejo com que se amou.

Mas não se gera o destino
unindo os lábios num beijo
sem coração que valha
um homem dando-se à terra
como ao sexo que lhe calha.

(poema de José Craveirinha; pintura de Chichorro: sonhar amanhã sem lágrimas)

2 comentários:

  1. Mariana12:01

    O beijo que transcende
    Qualquer palavra ou boca 'será'
    Eterno no desejo com que se ama
    E na terra molhada do coração

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  2. Sofia Loureiro dos Santos21:43

    Obrigada, Mariana.

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