E agora é um pacto para a saúde, patrocinado pelo Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, mas já com o beneplácito do Bastonário da Ordem dos Médicos, a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, o Presidente do Observatório Português de Sistemas de Saúde, profissionais dos diversos sectores e políticos do PSD e até do PS.
Não sei muito bem porque é que repentinamente todos começaram a querer pactos para todas as áreas. Não percebo porque é que votamos em partidos diferentes, com políticas diferentes, para depois fazerem pactos e, nas próximas eleições, não termos a quem responsabilizar pelas escolhas entretanto feitas.
Na saúde, se calhar mais do que noutras áreas, como disse Maria de Belém Roseira, uma coisa são os objectivos, que até podem ser semelhantes para muitas forças políticas, outra muito diferente é a forma de se atingir esses objectivos.
E também desconfio sempre muito das súbitas prédicas a favor dos argumentos técnicos e científicos, em desfavor dos argumentos políticos.
A orientação da política de saúde é um dos deveres dos políticos eleitos. Não foi aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos que os cidadãos deram um mandato para definirem a política de saúde. Todos os representantes das Ordens profissionais são parceiros, que devem ser ouvidos e cujas opiniões devem pesar nas decisões ministeriais.
Mas é ao governo, apoiado em partidos políticos, com uma determinada ideologia, que compete orientar e gerir a melhor forma de prestar cuidados de saúde às populações. O PS foi eleito, com maioria absoluta, é o PS que tem a responsabilidade de governar e é o PS que eu quero julgar, nas próximas eleições.
Por princípio sou avessa a pactos de regime. Neste caso particular, sou totalmente contra.
Não sei muito bem porque é que repentinamente todos começaram a querer pactos para todas as áreas. Não percebo porque é que votamos em partidos diferentes, com políticas diferentes, para depois fazerem pactos e, nas próximas eleições, não termos a quem responsabilizar pelas escolhas entretanto feitas.
Na saúde, se calhar mais do que noutras áreas, como disse Maria de Belém Roseira, uma coisa são os objectivos, que até podem ser semelhantes para muitas forças políticas, outra muito diferente é a forma de se atingir esses objectivos.
E também desconfio sempre muito das súbitas prédicas a favor dos argumentos técnicos e científicos, em desfavor dos argumentos políticos.
A orientação da política de saúde é um dos deveres dos políticos eleitos. Não foi aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos que os cidadãos deram um mandato para definirem a política de saúde. Todos os representantes das Ordens profissionais são parceiros, que devem ser ouvidos e cujas opiniões devem pesar nas decisões ministeriais.
Mas é ao governo, apoiado em partidos políticos, com uma determinada ideologia, que compete orientar e gerir a melhor forma de prestar cuidados de saúde às populações. O PS foi eleito, com maioria absoluta, é o PS que tem a responsabilidade de governar e é o PS que eu quero julgar, nas próximas eleições.
Por princípio sou avessa a pactos de regime. Neste caso particular, sou totalmente contra.
Sem comentários:
Enviar um comentário