Estamos, de facto, perante encruzilhadas, nós todos como sociedade, cada um de nós como indivíduo, parte da mesma sociedade.
As mudanças que decorreram nas últimas décadas, após a queda do muro de Berlim, o fim da guerra fria e a chamada globalização, com o aumento do consumismo, a glória do mercado, o apelo aos valores do individualismo, competitividade, sucesso a todo o custo, concentração de capital, de serviços, de pessoas, levanta um vendaval de problemas que nos levam a desequilibrar as nossas próprias convicções.
A nova esquerda, a refundação da esquerda, os novos ideais socialistas, a intervenção e cidadania. Palavras e expressões grandiloquentes mas, muitas vezes, vazias de significado. Começa porque não sabemos qual é a noção de cidadania que cada um de nós aceita e, principalmente, pratica. Porque cidadania não é só escrever num blogue, ler jornais e dizer mal do governo à mesa de café, queixarmo-nos do aumento de impostos ou da morosidade da justiça.
Individualmente a cidadania também se exprime na noção de que a nossa atitude cívica é essencial para a coesão social. Ter do trabalho a noção de serviço público, do cumprimento das leis a noção de segurança e equilíbrio, do pagamento de impostos a noção de equidade, da distribuição dos recursos a noção de solidariedade.
A voragem das mudanças, a propaganda e a miragem do consumo têm tentado convencer-nos que a ordem económica e social têm prioridades inversas, que o bem estar e a realização individual são directamente proporcionais ao tamanho do carro, ao número de televisores e telemóveis, à efémera glória do espectáculo mediático.
Sinais de constrangimento e medo assolam a Europa. O envelhecimento populacional, a extrema pobreza numa grande parte do mundo, a imigração crescente e a falta de soluções para a integração dos imigrantes, o desemprego, o crescer dos fundamentalismos religiosos e o uso desses fundamentalismos com objectivos políticos e belicistas, assim como a capitulação perante os extremistas, podem levar-nos a descrer de valores que sempre considerámos universais, convictos que assim podemos travar o avanço para novas formas de totalitarismo.
Refundar, em cada um dos cidadãos, a ideia de pertença, a ideia de que cada pessoa é um elo indispensável à comunidade e a uma vida mais feliz, repensar a noção de cidadania no respeito pela sociedade – talvez seja essa a função mais importante da nova esquerda.
As mudanças que decorreram nas últimas décadas, após a queda do muro de Berlim, o fim da guerra fria e a chamada globalização, com o aumento do consumismo, a glória do mercado, o apelo aos valores do individualismo, competitividade, sucesso a todo o custo, concentração de capital, de serviços, de pessoas, levanta um vendaval de problemas que nos levam a desequilibrar as nossas próprias convicções.
A nova esquerda, a refundação da esquerda, os novos ideais socialistas, a intervenção e cidadania. Palavras e expressões grandiloquentes mas, muitas vezes, vazias de significado. Começa porque não sabemos qual é a noção de cidadania que cada um de nós aceita e, principalmente, pratica. Porque cidadania não é só escrever num blogue, ler jornais e dizer mal do governo à mesa de café, queixarmo-nos do aumento de impostos ou da morosidade da justiça.
Individualmente a cidadania também se exprime na noção de que a nossa atitude cívica é essencial para a coesão social. Ter do trabalho a noção de serviço público, do cumprimento das leis a noção de segurança e equilíbrio, do pagamento de impostos a noção de equidade, da distribuição dos recursos a noção de solidariedade.
A voragem das mudanças, a propaganda e a miragem do consumo têm tentado convencer-nos que a ordem económica e social têm prioridades inversas, que o bem estar e a realização individual são directamente proporcionais ao tamanho do carro, ao número de televisores e telemóveis, à efémera glória do espectáculo mediático.
Sinais de constrangimento e medo assolam a Europa. O envelhecimento populacional, a extrema pobreza numa grande parte do mundo, a imigração crescente e a falta de soluções para a integração dos imigrantes, o desemprego, o crescer dos fundamentalismos religiosos e o uso desses fundamentalismos com objectivos políticos e belicistas, assim como a capitulação perante os extremistas, podem levar-nos a descrer de valores que sempre considerámos universais, convictos que assim podemos travar o avanço para novas formas de totalitarismo.
Refundar, em cada um dos cidadãos, a ideia de pertença, a ideia de que cada pessoa é um elo indispensável à comunidade e a uma vida mais feliz, repensar a noção de cidadania no respeito pela sociedade – talvez seja essa a função mais importante da nova esquerda.
É essa ideia da pertença a uma comunidade com a mesma história, a mesma língua, com o seu ímpeto de autopreservação, que justifica ainda a existência do Estado-Nação.
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