11 outubro 2006

Barro

Nem sempre as mãos abarcam
o barro
que todos os dias
moldamos esforçados,
nem sempre alheados
do mundo
com que nos atam
os dedos,
em contínua redenção.

Nem sempre o barro e o mundo
sobram das mãos,
em perpétua sujeição.


(pintura de Lena Emmertz: compact living)

2 comentários:

  1. anónimo sintrense23:22

    E a vida é isto! Podemos moldar mas nunca totalmente... e temos que lutar para não fazerem de nós barro!

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  2. E ainda que ao forno sujeitemos a nossa criação, é pura ilusão.
    Uma queda, e o sonho estilhaçar-se-á, em cacos informes.
    Felizmente, há sempre mais barro por aí...

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