12 setembro 2006



Tú, que me diste todo, palabras al silencio,
tacto a mi piel, asombro a mi mirada,
calor y luz y fuerza y esperanza.
Tú, que creíste em mí cuando yo no creía
ni en mí ni en nadie ni en ninguna cosa.
Tú, que me diste más de lo que tienes
y más de lo que puedes. Tú,
que todo me lo diste, me has quitado
mi único patrimonio:
mis ganas de morirme.


(poema de Amalia Bautista; pintura de Ana Gonzalez Prieto: la procesion del silencio)

2 comentários:

  1. Vasco Pontes09:19

    gosto desta amalia. do poema seguinte (dar tempo aos comentários tem as suas vantagens...)mais do que deste, não pela forma mas porque o outro me diz mais pessoalmente.
    obrigado, sofia, pela partilha tua, descoberta para mim.
    beijos

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  2. Sofia Loureiro dos Santos18:54

    Conheci Amalia Bautista através de "A Natureza do Mal" e de "Um Buraco na Sombra". Tenho o livro "Tres Deseos", uma antologia, da editora "Renacimiento", que encomendei pela net, à www.laie.es.
    É muito, muito boa!

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