21 setembro 2006

Prometida irresponsabilidade

Despedir 200.000 funcionários públicos, sem se saber de que sectores, melhorando os serviços públicos, reduzir o IRC para o mais baixo da Europa, liberalizar os despedimentos, privatizar a CP, a ANA, a TAP, a Administração do Porto de Lisboa.

Penso mesmo que os empenhados e dinâmicos empresários estão a ser modestos. Podiam privatizar as praias, os rios, as pontes, as rotundas, depois cobravam portagens. Só nas rotundas, o que não arrecadaria o empresário que exploraria as ditas! O Estado limitava-se a fiscalizar, em todas as rotundas, se era cumprido o código da estrada!

Não sei bem o que faziam a 200.000 desempregados, mais às suas famílias, para aí umas 400.000 almas, mas enfim, talvez decidissem emigrar, visto que aqui não havia trabalho para eles.

Já agora eu incluiria António Carrapatoso nos número dos liberalmente despedidos, após a maravilhosa liberalização da legislação laboral. Não era necessário fundamentar a coisa, mas podia alegar-se a sua enormíssima irresponsabilidade!

3 comentários:

  1. António Rufino12:36

    Sofia, vê o comentário ao teu comentário no Altermundo: o Compromisso Portugal, mais que tudo, é folclore, destinado a manter os nomes dos que nesse circo entram na ribalta. Ideias poucas, e vagas, e ocas, e que não mereciam sequer destaque...

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  2. Sofia Loureiro dos Santos16:16

    Vou já ver o comentário ao meu comentário. Mas antes comentarei o teu comentário.
    Ao contrário do que dizes, eu acho que o "Compromisso Portugal" não é folclore. É um projecto político de direita, travestido em intervencionismo da "sociedade civil", que pretende condicionar ou pressionar o presente poder político. As ideias podem não ser novas mas não são ocas, servem uma ideologia que existe, que tem capacidade de marketing e que pretende, a pouco e pouco, demonstrar que é a única alternativa para os problemas económicos nos tempos que correm. Não a levar a sério pode ser perigoso!

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  3. António Rufino16:38

    Eu acho precisamente o contrário, sobretudo na comunicação social, já vamos em três dias a falar do mesmo: o problema é que elas são levadas demasiado a sério.
    A capacidade de marketing existe, a intenção de condicionar o poder político também, a novidade não, e a ideologia muito menos - chamar-lhe de direita já é demais, aquilo é uma não-ideologia. Repito, o problema é levarmo-los demasiado a sério.

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