A propósito desta notícia do DN é absolutamente espantoso o conjunto argumentativo dos representantes da FNAM.
Se os médicos têm um contrato de trabalho de 42 horas com exclusividade num determinado hospital (o que significa que não podem acumular com outro trabalho, público ou privado, excepto ensino universitário), este tem todo o direito, que lhe é conferido por lei, de se assegurar que o contrato seja cumprido.
A declaração do IRS é um documento que se pede para variadas situações banais, pelo que não percebo como é possível a FNAM alegar a suposta privacidade das informações aí constantes.
Como em todas as profissões há aqueles profissionais que cumprem, com zelo e generosidade, felizmente uma esmagadora maioria, e há aqueles que não cumprem. Será que o Estado, que os emprega, que lhes paga, que é responsável pelo trabalho que desenvolvem, perante todos os cidadãos, não tem o direito e o dever de separar os bons dos maus elementos, de premiar quem deve premiar e de punir quem deve punir?
Sou totalmente a favor do trabalho em exclusividade. Penso que os hospitais só teriam a ganhar se tivessem os seus profissionais de saúde a trabalhar a tempo inteiro e em exclusividade, rentabilizando os blocos operatórios, os serviços de exames complementares e outros, com remunerações dignas e boas condições de trabalho. Melhorava-se o atendimento aos doentes e poupava-se dinheiro ao estado.
Espero que este não seja o mote para o acender do pavio do corporativismo cego que tem incendiado outras classes profissionais.
Se os médicos têm um contrato de trabalho de 42 horas com exclusividade num determinado hospital (o que significa que não podem acumular com outro trabalho, público ou privado, excepto ensino universitário), este tem todo o direito, que lhe é conferido por lei, de se assegurar que o contrato seja cumprido.
A declaração do IRS é um documento que se pede para variadas situações banais, pelo que não percebo como é possível a FNAM alegar a suposta privacidade das informações aí constantes.
Como em todas as profissões há aqueles profissionais que cumprem, com zelo e generosidade, felizmente uma esmagadora maioria, e há aqueles que não cumprem. Será que o Estado, que os emprega, que lhes paga, que é responsável pelo trabalho que desenvolvem, perante todos os cidadãos, não tem o direito e o dever de separar os bons dos maus elementos, de premiar quem deve premiar e de punir quem deve punir?
Sou totalmente a favor do trabalho em exclusividade. Penso que os hospitais só teriam a ganhar se tivessem os seus profissionais de saúde a trabalhar a tempo inteiro e em exclusividade, rentabilizando os blocos operatórios, os serviços de exames complementares e outros, com remunerações dignas e boas condições de trabalho. Melhorava-se o atendimento aos doentes e poupava-se dinheiro ao estado.
Espero que este não seja o mote para o acender do pavio do corporativismo cego que tem incendiado outras classes profissionais.
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