Segundo o jornal “Público”, Hassan Nasrallah disse, num discurso televisivo, que o Hezbollah não é um exército regular e que não combaterá como um exército regular.
Deixemo-nos pois de afirmar hipocritamente que Israel atacou civis no Líbano. É claro que muitos civis morreram, mas muitos dos mortos eram combatentes do Hezbollah, misturados e vivendo no meio da população civil. Podemos não concordar com os métodos que Israel utiliza para defender o seu território, podemos não aceitar que Israel queira, unilateralmente, marcar as suas fronteiras, não reconhecer nem tentar negociar com os representantes do Hamas, eles próprios representantes legítimos dos palestinianos.
O que não podemos é encarar a ofensiva de Israel como se fosse a ofensiva contra um povo inocente, que nada fez para ser atacado. Trata-se da disputa de um território, em que os dois lados clamam pela justeza divina das suas pretensões.
Esperemos que este cessar-fogo se mantenha. Infelizmente, temo que seja efémero. Embora Israel e o Hezbollah o tenham aceite, já se percebeu de um e do outro lado as cautelas no discurso, o que pressupõe que apenas estão a recuperar forças.
Por muito que a comunidade internacional prepare documentos e negoceie nos bastidores, são os contendores que têm que querer a paz. Para tal, a existência de Israel como um estado soberano, com direito à paz, a delimitação de territórios e fronteiras negociadas, em vez da imposição pela força, como tem acontecido da parte de Israel, talvez pudessem abrir uma nesga de esperança.
Deixemo-nos pois de afirmar hipocritamente que Israel atacou civis no Líbano. É claro que muitos civis morreram, mas muitos dos mortos eram combatentes do Hezbollah, misturados e vivendo no meio da população civil. Podemos não concordar com os métodos que Israel utiliza para defender o seu território, podemos não aceitar que Israel queira, unilateralmente, marcar as suas fronteiras, não reconhecer nem tentar negociar com os representantes do Hamas, eles próprios representantes legítimos dos palestinianos.
O que não podemos é encarar a ofensiva de Israel como se fosse a ofensiva contra um povo inocente, que nada fez para ser atacado. Trata-se da disputa de um território, em que os dois lados clamam pela justeza divina das suas pretensões.
Esperemos que este cessar-fogo se mantenha. Infelizmente, temo que seja efémero. Embora Israel e o Hezbollah o tenham aceite, já se percebeu de um e do outro lado as cautelas no discurso, o que pressupõe que apenas estão a recuperar forças.
Por muito que a comunidade internacional prepare documentos e negoceie nos bastidores, são os contendores que têm que querer a paz. Para tal, a existência de Israel como um estado soberano, com direito à paz, a delimitação de territórios e fronteiras negociadas, em vez da imposição pela força, como tem acontecido da parte de Israel, talvez pudessem abrir uma nesga de esperança.
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