Vamos habituando os olhos a ler reportagens enviesadas, supostamente mostrando todos os ângulos da questão mas, mais ou menos subtilmente, manipulando, omitindo, dando realce ao que interessa a alguns.
É verdade que os jornalistas são pessoas e, portanto, com toda a legitimidade a defender um ponto de vista, uma ideia, uma fé. Até têm o direito de o fazer em editoriais.
O que já me parece menos claro é que todo um jornal defenda a mesma ideia ou, pelo menos, não publique artigos de opinião, não faça reportagens isentas, não mostre fotografias, não informe.
Vem isto a propósito da informação disponível no Público sobre o recente conflito entre Israel, a Palestina e o Líbano. É absolutamente avassalador o engajamento de José Manuel Fernandes a um dos lados (Israel), de tal forma que títulos, subtítulos e textos estejam compostos com o objectivo de formatar a reacção de quem lê.
Os israelitas matam, os libaneses (ou palestinianos) chacinam. Num dos títulos fala-se da cidade mais tolerante de Israel (Haifa) mas, se lermos o texto, não conseguimos perceber a que tolerância se refere o articulista nem em que critérios se baseia para o afirmar nem, tão pouco, o nome do próprio autor.
Ontem ouvi de passagem, num dos noticiários televisivos, uma intervenção de Zapatero condenando a atitude desmesuradamente bélica de Israel. O Público não se digna, sequer, referir estas declarações.
Melhor que eu, este post demonstra o que quero dizer. De facto ninguém é inocente.
É verdade que os jornalistas são pessoas e, portanto, com toda a legitimidade a defender um ponto de vista, uma ideia, uma fé. Até têm o direito de o fazer em editoriais.
O que já me parece menos claro é que todo um jornal defenda a mesma ideia ou, pelo menos, não publique artigos de opinião, não faça reportagens isentas, não mostre fotografias, não informe.
Vem isto a propósito da informação disponível no Público sobre o recente conflito entre Israel, a Palestina e o Líbano. É absolutamente avassalador o engajamento de José Manuel Fernandes a um dos lados (Israel), de tal forma que títulos, subtítulos e textos estejam compostos com o objectivo de formatar a reacção de quem lê.
Os israelitas matam, os libaneses (ou palestinianos) chacinam. Num dos títulos fala-se da cidade mais tolerante de Israel (Haifa) mas, se lermos o texto, não conseguimos perceber a que tolerância se refere o articulista nem em que critérios se baseia para o afirmar nem, tão pouco, o nome do próprio autor.
Ontem ouvi de passagem, num dos noticiários televisivos, uma intervenção de Zapatero condenando a atitude desmesuradamente bélica de Israel. O Público não se digna, sequer, referir estas declarações.
Melhor que eu, este post demonstra o que quero dizer. De facto ninguém é inocente.
Sem comentários:
Enviar um comentário