14 junho 2006

Deprimente

Não consigo deixar de me sentir revoltada com o fecho anunciado da fábrica da Opel da Azambuja. Bem sei que é o mercado e a globalização e tudo o que quiserem. Mas que não me parece moralmente correcto despedir 1500 trabalhadores que o ano passado eram considerados muito bons, muito produtivos, maravilhosos, enfim, não me parece.

O ministro da economia vem dizer que está tudo em aberto. Pois está, as portas bem abertas para todos saírem, o mais depressa possível, e transferirem tudo para Saragoça cujos trabalhadores, este ano, vão passar a ser, por sua vez, maravilhosos.

Ao menos alguma coisa mexe na educação. Espero que mexa ainda mais, na saúde também, na justiça, e em muitos outros sectores, que tanto precisam, que tanto precisamos de um pouco de esperança.

Mas o que se está a passar na Azambuja é deprimente. Triste e deprimente.

3 comentários:

  1. ana luisa00:14

    é desolador, aterrador, tremendamente deprimente. que raio de progresso é este que usa as pessoas como peças descartáveis, sem qualquer hipótese de reciclagem?

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  2. António Cagica Rapaz21:07

    Para ir preparando as pessoas, combinaram agora um prazo de cinco semanas para a decisão que (obviamente) já está tomada.
    No futebol, hácasos em que a descida de divisão é mais que certa, mas dirigentes e treinador continuam a dizer que "matematicamente ainda é possível".
    No fim, descem mesmo, como a fábrica também vai fechar.
    Oxalá estejamos todos enganados.

    Daqui a cinco semanas, saberemos se Portugal brilhou ou não na Alemanha. É disso que este povo gosta...

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  3. Sofia Loureiro dos Santos21:25

    Não sei é disto que ele gosta ou se é só isto que lhe resta! Às vezes bem parece.
    Obrigada pela visita.

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