21 maio 2006

Onde está a oposição?

Está a acabar mais um congresso do PSD. Que se arrastou penosamente, sem glória, sem que se vislumbrasse qualquer novidade, qualquer ideia, qualquer rumo. Dá a sensação de que há algumas pessoas que se vão posicionando e manobrando nos bastidores, para deixar torrar em fogo lento Marques Mendes, que se presta a esse papel, até daqui a cerca de 2 anos. Tenho um palpite que Paula Teixeira da Cunha está insidiosamente a ocupar espaço…

Do Bloco de Esquerda não se sabe. Como as pessoas se fartaram dos temas fracturantes como o aborto, o casamento dos homossexuais e as uniões de facto, desapareceram de circulação. Será que estão a incubar mais temas para nos fracturar?

Do Partido Comunista, tivemos um vislumbre na 6ªfeira, junto aos manifestantes da função pública. Jerónimo de Sousa já perdeu a graça, pelo menos junto dos média, que o têm levado ao colo desde que assumiu a direcção do partido. O mais hilariante era ele, como candidato a Presidente da República (um cargo UNIPESSOAL), empregar sempre a 3ª pessoa do plural na conjugação dos verbos: faríamos, achamos, gostaríamos…

Os sindicatos da função pública estrebucham antes do estertor final. Ninguém lhes liga, ninguém sabe porque lutam, quem representam, etc. Eles próprios perderam totalmente o contacto com a realidade, convocando mais uma greve e mais uma GGGRRRAAANNNDDDEEE manifestação (parecem o Jorge Coelho), a uma 6ª feira, contra, entre outras banalidades repetidas desde que apareceram (há cerca de 30 anos), a reforma da administração pública!!!

E assim continuam José Sócrates e os seus ministros, sem qualquer fiscalização, sem qualquer oposição digna desse nome, a falar da retoma da economia, da diminuição do desemprego, a mostrar-nos pessoas como o Vitalino Canas, o António Vitorino e outros, a aguentar o Souto Moura, a lançar “bocas” para o ar, para ver se pegam (como o caso da hipótese de acabar com o 14º mês para os reformados) em vez de assumirem frontalmente as suas políticas, a enredarem-se em contradições.

Triste país o nosso!

Não, não sou pessimista. Sou realista. Somos um povo inacreditável!

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