A um deus desconhecido
Se soubesse por dentro
como se rasga a dor,
transformá-la em gotas
abundantes como a praia,
se soubesse por dentro
como se gasta a alma,
cachos de uvas e pedras
nas crateras do sonho,
se soubesse por dentro
como se ilude a espera,
por barcos e cinzas
nos cabelos do mundo,
remendava longas asas
de anjos caídos e tristes
que por dentro quiseram
negar saber que existes.
(anónimo, sec. XII, escola de Pisa: o beijo de Judas)
Sofia,
ResponderEliminarNão me esqueci de modo algum da sua encomenda...
Boa Páscoa e beijinhos.