
Tudo começa com um grito.
Depois vem o sol e depois as chuvas
e depois um pântano,
onde o amor se afunda.
O tempo passa, o pólen seca, os cabelos
são brancos;
já nada floresce como outrora, clamorosamente,
nos pátios de uma ilha,
nas cidades do mar.
Tudo acaba com um grito
entre murmúrios e cânticos de maternal
solidão –
dar à luz é dar à morte.
(poema de José Agostinho Baptista; pintura de Mamta: root)
Parabéns pelo seu blogue. É muito interessante, sucesso!
ResponderEliminarObrigada, rosinha!
ResponderEliminar