09 abril 2006

Da sombra


Da sombra que passa
em momentos de luz
a pele como a taça
do mel que seduz

Da sombra que somos
nos dias de mar
momento em que fomos
capazes de amar

Da sombra que dou
quando olhas assim
para quem te guardou
nas sobras de mim


Há (re)encontros que nos espantam e comovem. Um buraco na sombra para nos aconchegarmos das luzes asfixiantes e da vertigem.

(fotografia de Sérgio Brunetto)

3 comentários:

  1. ana luisa22:35

    Obrigada por este momento de luz tão lindo. na minha sombra te guardo.

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  2. HarryHaller19:23

    Os meus sinceros agradecimentos Sofia, pela marca que deixou nas minhas Estepes. Também tem aqui um belo poema, que na minha humilde opinião dialoga perefitamente com o que postei no meu blog e com o trabalho do Jorge Molder também lá postado. Pois temos também aqui a sombra que e a luz, que podem ser metáforas do silêncio ou de silêncios.

    Um abraço Sofia

    Lobo das Estepes

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  3. Sofia Loureiro dos Santos22:05

    Agradeço a ambos os comentários.
    Beijos.

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