A credibilidade de um governo joga-se, por vezes, em pequenos apontamentos tristes e delirantes.
1. A redução da taxa de alcoolemia é um deles.
Das duas uma: ou beber álcool, independentemente da quantidade ou da qualidade, altera as capacidades de concentração e de resposta ao estímulo, e deve ser proibida a ingestão a quem conduz, ou há um valor acima do qual isso acontece, e deve ser esse o valor fixado como máximo. Em qualquer das situações, se não houver fiscalização e punição a quem não cumpre, podem aprovar-se as leis mais maravilhosas que não têm efeito.
Então para quê esta polémica iniciada pelo Sr. Secretário de Estado Ascenso Simões, inclusivamente ameaçando as associações de produtores de vinho? E os condutores, não devem ser responsabilizados? E pelos vistos até parece que em 2003 e 2004, o número de condutores aos quais foram feitos testes de alcoolemia foi de 57102 e 53822, respectivamente. Destes 95,44% e 95,91% (respectivamente) tinham taxas inferiores ou iguais a 0,5g/l.
Tanta demagogia e tanta tontice!
2. As férias judiciais são outro.
O Sr. Ministro Alberto Costa ventilou aos quatro ventos que a redução das férias judiciais para um mês, aumentaria a produtividade dos tribunais em cerca de 10%. Também afirmou que se baseava num estudo já efectuado antes da posse deste governo.
Parece que o juiz Paulo Jorge Ramos de Faria decidiu queixar-se pelo facto desse estudo nunca ter sido mostrado. A Comissão de Acesso Aos Documentos Administrativos decidiu que esse documento deve ser divulgado e estar acessível a quem o quiser consultar.
Aguardemos que a determinação seja cumprida. Ou será que era tudo uma inverdade?
1. A redução da taxa de alcoolemia é um deles.
Das duas uma: ou beber álcool, independentemente da quantidade ou da qualidade, altera as capacidades de concentração e de resposta ao estímulo, e deve ser proibida a ingestão a quem conduz, ou há um valor acima do qual isso acontece, e deve ser esse o valor fixado como máximo. Em qualquer das situações, se não houver fiscalização e punição a quem não cumpre, podem aprovar-se as leis mais maravilhosas que não têm efeito.
Então para quê esta polémica iniciada pelo Sr. Secretário de Estado Ascenso Simões, inclusivamente ameaçando as associações de produtores de vinho? E os condutores, não devem ser responsabilizados? E pelos vistos até parece que em 2003 e 2004, o número de condutores aos quais foram feitos testes de alcoolemia foi de 57102 e 53822, respectivamente. Destes 95,44% e 95,91% (respectivamente) tinham taxas inferiores ou iguais a 0,5g/l.
Tanta demagogia e tanta tontice!
2. As férias judiciais são outro.
O Sr. Ministro Alberto Costa ventilou aos quatro ventos que a redução das férias judiciais para um mês, aumentaria a produtividade dos tribunais em cerca de 10%. Também afirmou que se baseava num estudo já efectuado antes da posse deste governo.
Parece que o juiz Paulo Jorge Ramos de Faria decidiu queixar-se pelo facto desse estudo nunca ter sido mostrado. A Comissão de Acesso Aos Documentos Administrativos decidiu que esse documento deve ser divulgado e estar acessível a quem o quiser consultar.
Aguardemos que a determinação seja cumprida. Ou será que era tudo uma inverdade?
Sem comentários:
Enviar um comentário