O PS ganhou as eleições com maioria absoluta. O governo, desde a tomada de posse, adoptou uma posição determinada, empreendedora e reformista.
Para tanto, umas vezes com recurso ao populismo e outras ao autoritarismo, iniciou um discurso positivista, propagandeando as medidas, mesmo antes de as tomar, enchendo os noticiários com promessas de melhores dias, se se fizessem determinados sacrifícios, afrontando corporações e privilégios, apelando ao trabalho e ao rigor.
Para além da propaganda começou, de facto, a mexer na estrutura do país. Com medidas mais ou menos consensuais, mais ou menos acertadas, mexeu na educação, na saúde, na justiça, na segurança social e, agora, prepara-se para fazer uma reforma na administração pública.
Mais ou menos cabalísticas no número, as medidas que levem à desburocratização do estado, à reorganização, concentração e redistribuição dos recursos humanos na administração central são indispensáveis para o controlo do défice, para a modernização do país e para melhor servir os cidadãos. O fecho de escolas e maternidades, como a reorganização das freguesias, concelhos e distritos, regiões administrativas, etc, é inevitável.
Como é impossível estar em desacordo com tudo isto, o combate político deixou de fazer-se relativamente ao modo como se deve actuar, às prioridades da governação ou à justeza de determinados princípios, para se passar a fazer à volta da capacidade do governo implementar todas estas reformas.
De facto, e olhando para o que se passou nos últimos trinta anos, é preciso cepticismo e não cair em optimismos irrealistas no que diz respeito às capacidades reformadoras dos governos, do PS, do PSD, do PSD/CDS, de todos.
Mas é bem o espelho da nossa sociedade e da nossa cultura do “bota-abaixismo” o coro de profetas da desgraça em que se adivinham todos os receios e cobardias do governo, pressionado pelo aparelho do partido, pelos funcionários públicos, pelos agricultores, e por todas as forças que só querem mudar quando não se muda, e o recuo do primeiro-ministro, entupindo o túnel por onde se vislumbrava uma luz.
Jornalistas, comentadores, partidos da oposição, sindicatos, todos juntos contra o que se anuncia, uns, contra o que, estão certos, o governo não conseguirá fazer, outros.
Segundo Marques Mendes, o défice de 6% em 2005 é a primeira derrota do governo, como se não fosse a derrota de todos nós. Marques Mendes deseja o incumprimento dos planos do governo, mas é incapaz de demonstrar qual a solução, tal como os seus correligionários de partido o não demonstraram, em todos os anos que foram governo.
Não só não somos capazes de fazer bem como somos incapazes de olhar com o mínimo de confiança para o futuro, assim como de elogiar quem tenta fazer melhor.
A tradição continua a ser o que era.
Para tanto, umas vezes com recurso ao populismo e outras ao autoritarismo, iniciou um discurso positivista, propagandeando as medidas, mesmo antes de as tomar, enchendo os noticiários com promessas de melhores dias, se se fizessem determinados sacrifícios, afrontando corporações e privilégios, apelando ao trabalho e ao rigor.
Para além da propaganda começou, de facto, a mexer na estrutura do país. Com medidas mais ou menos consensuais, mais ou menos acertadas, mexeu na educação, na saúde, na justiça, na segurança social e, agora, prepara-se para fazer uma reforma na administração pública.
Mais ou menos cabalísticas no número, as medidas que levem à desburocratização do estado, à reorganização, concentração e redistribuição dos recursos humanos na administração central são indispensáveis para o controlo do défice, para a modernização do país e para melhor servir os cidadãos. O fecho de escolas e maternidades, como a reorganização das freguesias, concelhos e distritos, regiões administrativas, etc, é inevitável.
Como é impossível estar em desacordo com tudo isto, o combate político deixou de fazer-se relativamente ao modo como se deve actuar, às prioridades da governação ou à justeza de determinados princípios, para se passar a fazer à volta da capacidade do governo implementar todas estas reformas.
De facto, e olhando para o que se passou nos últimos trinta anos, é preciso cepticismo e não cair em optimismos irrealistas no que diz respeito às capacidades reformadoras dos governos, do PS, do PSD, do PSD/CDS, de todos.
Mas é bem o espelho da nossa sociedade e da nossa cultura do “bota-abaixismo” o coro de profetas da desgraça em que se adivinham todos os receios e cobardias do governo, pressionado pelo aparelho do partido, pelos funcionários públicos, pelos agricultores, e por todas as forças que só querem mudar quando não se muda, e o recuo do primeiro-ministro, entupindo o túnel por onde se vislumbrava uma luz.
Jornalistas, comentadores, partidos da oposição, sindicatos, todos juntos contra o que se anuncia, uns, contra o que, estão certos, o governo não conseguirá fazer, outros.
Segundo Marques Mendes, o défice de 6% em 2005 é a primeira derrota do governo, como se não fosse a derrota de todos nós. Marques Mendes deseja o incumprimento dos planos do governo, mas é incapaz de demonstrar qual a solução, tal como os seus correligionários de partido o não demonstraram, em todos os anos que foram governo.
Não só não somos capazes de fazer bem como somos incapazes de olhar com o mínimo de confiança para o futuro, assim como de elogiar quem tenta fazer melhor.
A tradição continua a ser o que era.
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