O PS quer discutir e aprovar um projecto de lei que introduz a obrigatoriedade de quotas nas listas eleitorais, ou seja, é necessário que haja um mínimo de 33% de candidatos de um sexo nas listas eleitorais, para que estas sejam aceites. Pretende-se uma discriminação positiva para o género feminino.
Devo confessar que, por princípio, sou contra qualquer sistema de discriminação positiva ou negativa. Sou a favor da igualdade de oportunidades, que não deve depender do sexo, da idade, da raça, da religião, etc.
Bem sei que é idealismo a mais, mas a verdade é que não gosto que me impeçam de aceder a determinados postos de trabalho ou que me reduzam o salário, apenas porque sou mulher, como não gosto de ser promovida ou de ganhar mais… apenas porque sou mulher.
O equilíbrio entre os sexos é um objectivo importante em todas as actividades, na política, no trabalho e na família. As mentalidades, como toda a gente sabe e já o disse, mudam-se devagar.
Para que mais mulheres respondam ao apelo da política, cheguem a directoras de empresas, etc, são necessárias mudanças estruturais nas cabeças de homens e mulheres, no que diz respeito à disponibilidade dos homens em acompanhar os filhos em casa, na escola e quando estão doentes, de ajudarem os seus pais, de saírem do trabalho a tempo de irem buscar as crianças ao infantário, de partilharem com as suas companheiras o tempo de licença de parto (porque é que há-se ser apenas a mulher a ter esses meses com a criança?).
É também necessário que a sociedade deixe de considerar os homens que verdadeiramente partilhem as actividades familiares, uns coitados, porque devem ter mulheres dragões, ou então, se decidem fazer de donos de casa, uns preguiçosos, que gostam é de fazer coisa nenhuma e de viverem à custa das desgraçadas mulheres.
Por outro lado, a nível de facilidades e de apoios à família, convinha ir mais além, aumentando as ofertas de pessoas que possam tomar conta de crianças e de idosos, por algumas horas e aos fins-de-semana, diminuir aquelas reuniões muito importantes em lautos jantares de negócios, e implementar o tele-trabalho.
Não sou, no entanto, fundamentalista e estou aberta à demonstração de que as quotas têm mais vantagens que inconvenientes.
Mas, por princípio, sou mesmo contra.
(vale a pena visitar o site: www.quotaproject.org)
Devo confessar que, por princípio, sou contra qualquer sistema de discriminação positiva ou negativa. Sou a favor da igualdade de oportunidades, que não deve depender do sexo, da idade, da raça, da religião, etc.
Bem sei que é idealismo a mais, mas a verdade é que não gosto que me impeçam de aceder a determinados postos de trabalho ou que me reduzam o salário, apenas porque sou mulher, como não gosto de ser promovida ou de ganhar mais… apenas porque sou mulher.
O equilíbrio entre os sexos é um objectivo importante em todas as actividades, na política, no trabalho e na família. As mentalidades, como toda a gente sabe e já o disse, mudam-se devagar.
Para que mais mulheres respondam ao apelo da política, cheguem a directoras de empresas, etc, são necessárias mudanças estruturais nas cabeças de homens e mulheres, no que diz respeito à disponibilidade dos homens em acompanhar os filhos em casa, na escola e quando estão doentes, de ajudarem os seus pais, de saírem do trabalho a tempo de irem buscar as crianças ao infantário, de partilharem com as suas companheiras o tempo de licença de parto (porque é que há-se ser apenas a mulher a ter esses meses com a criança?).
É também necessário que a sociedade deixe de considerar os homens que verdadeiramente partilhem as actividades familiares, uns coitados, porque devem ter mulheres dragões, ou então, se decidem fazer de donos de casa, uns preguiçosos, que gostam é de fazer coisa nenhuma e de viverem à custa das desgraçadas mulheres.
Por outro lado, a nível de facilidades e de apoios à família, convinha ir mais além, aumentando as ofertas de pessoas que possam tomar conta de crianças e de idosos, por algumas horas e aos fins-de-semana, diminuir aquelas reuniões muito importantes em lautos jantares de negócios, e implementar o tele-trabalho.
Não sou, no entanto, fundamentalista e estou aberta à demonstração de que as quotas têm mais vantagens que inconvenientes.
Mas, por princípio, sou mesmo contra.
(vale a pena visitar o site: www.quotaproject.org)
No es -pienso- cuestión de cuotas. Me parece denigrante. Lo justo es que llegues por méritos propios reconocidos. Y se te reconozcan.
ResponderEliminarUn fortísimo abrazo.
Concordo, em absoluto.
ResponderEliminarSó me fica uma dúvida: será que a discriminação positiva, ao fazer factos consumados (neste casos mais mulheres em determinadas posições politicas) não ajudará as mudanças de mentalidades? (e no fundo, até acho que é uma faca de dois gumes, podendo prejudicar, por poder criar a errada ideia das mulheres serem privilegiadas.
Gostei muito do blog: vou passar aqui mais vezes:)
Por princípio também sou contra as quotas. Penso que devemos exercer determinados cargos consoante as nossas capacidades e dependendo dos nossos méritos. O sexo não tem nada a ver com isso. Sabemos no entanto que isso não acontece, mas estou convicta que lá chegaremos.
ResponderEliminarComo é a primeira vez que estou a comentar, aproveito para dizer que adoro vistar este bolg, que o faço diariamente sempre com prazer. Ah... É verdade...A imagem do site é linda!
Beijinhos e as melhoras
Caros caminante, sm e cristina loureiro dos santos
ResponderEliminarComo disse no post, não sou fundamentalista, mas penso que as quotas diminuem as mulheres, ou qualquer grupo que assim seja discriminado, em vez de lhes dar crédito, menorizando-as pelo paternalismo que significa. Por outro lado as pessoas devem aceder a todos os cargos, não só os políticos, por serem as melhores!
Agradeço muito as palavras de incentivo, de todos vós.
Até à próxima.
«Artigo 13.º
ResponderEliminar(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.»
(Constituição da República Portuguesa)
Muitos beijinhos,
Ana Luísa
É uma solução complicada, a discriminação positiva.
ResponderEliminarEmbora o principio da igualdade devesse ser inquestionável, a verdade é que muitas vezes a adesão inflexxivel e institucionalizada a esse principio é contraproducente quando a própria sociedade não o interioriza.
Será um mal menor.
Será que contribuirá de facto para a melhoria da classe política? O critério devia ser esse, claro...
Ana Luísa:
ResponderEliminarExactamente!
l.rodrigues:
Penso que se trata, de facto, de uma questão de princípio, e que o resultado será piorar a qualidade da nossa democracia.
Gostaria apenas de chamar a atenção para o caso francêes em que o desfazamento entre a igualdade institucional e a desigualdade real vivida pelas populações imigrantes gerou um vazio de medidas tendentes a promover a integração social.
ResponderEliminarOs resultados estão à vista nas manifestações de frustração de uma geração de jovens sem lugar.
Por vezes é preciso descriminar para promover a justiça.
Compreendo o seu ponto de vista. No entanto, não sei se as medidas de discriminação positiva, também nesse caso, impediriam a marginalização dos imigrantes. Se calhar é toda uma política de integração das populações imigrantes, pelo menos na Europa, que está em causa, e que conduziu aos descontentamento e desfazamento cultural das gerações seguintes. A discriminação positiva pode, inclusivamente, agravar o problema.
ResponderEliminarNinguém tem uma varinha de condão e eu não pretendo estar na posse da Resposta! Acho é que se deve ir às raízes e não fugir para a frente.
A respeito do "principio da igualdade":
ResponderEliminar- Se fôr um sistema de quotas em que as mulheres têm um mínimo de 33%, o principio está a ser violado
- Mas,se fôr um sistema de quotas em que cada sexo tem um mínimo de 33%, penso que o principio não está a ser violado (e creio que as propostas que têm sido apresentadas são nesse sentido)
Miguel Madeira
ResponderEliminarNa minha opinião, o que põe em causa a igualdade é o princípio das quotas, sejam para ambos os sexos, para raças ou outra qualquer compartimentação que se queira fazer.