Cada vez mais desconfio das grandes frases noticiosas gritadas pela TSF, logo de manhã.
Hoje a notícia era dada pelo DN, segundo o qual António Carrapatoso se tinha livrado de pagar ao fisco setecentos e tal mil euros porque as finanças tinham deixado caducar o prazo de exigência do pagamento.
Li cautelosamente as duas notícias, a primeira em que se conta que houve uma auditoria à declaração do IRS de 2000 apresentada por António Carrapatoso, que concluiu, QUATRO ANOS depois, que este devia um monte de dinheiro ao fisco. Entretanto, embora constasse informaticamente que a notificação para a liquidação da dívida tinha seguido em 30 DE DEZEMBRO (a um dia do final do prazo), a verdade é que só foi enviada APÓS o fim do prazo, ou seja, caducou a pretensão do estado.
A segunda notícia é a justificação de António Carrapatoso, por interposta pessoa, de que não devia nada ao fisco, dando a entender que a sua declaração estava correcta e que a interpretação das finanças estava errada.
Várias observações se me deparam:
1. Porque é que só agora sai esta notícia no jornal, quando as informações, processos, etc, datam do fim de 2004 e do meio de 2005?
2. Como é possível tanta negligência da parte das repartições de finanças? Parece que se instauraram processos que, provavelmente, não chegarão a lado nenhum.
3. Independentemente de António Carrapatoso ter agido dentro da lei, fica a desconfortável sensação de que foram usados truques para não pagar impostos, o que fica muito mal a quem defende acaloradamente a reforma da administração e a redução das regalias dos funcionários públicos, pois o estado não pode gastar tanto. Pois é, mas se talvez recebesse o que devia de quem devia…
Hoje a notícia era dada pelo DN, segundo o qual António Carrapatoso se tinha livrado de pagar ao fisco setecentos e tal mil euros porque as finanças tinham deixado caducar o prazo de exigência do pagamento.
Li cautelosamente as duas notícias, a primeira em que se conta que houve uma auditoria à declaração do IRS de 2000 apresentada por António Carrapatoso, que concluiu, QUATRO ANOS depois, que este devia um monte de dinheiro ao fisco. Entretanto, embora constasse informaticamente que a notificação para a liquidação da dívida tinha seguido em 30 DE DEZEMBRO (a um dia do final do prazo), a verdade é que só foi enviada APÓS o fim do prazo, ou seja, caducou a pretensão do estado.
A segunda notícia é a justificação de António Carrapatoso, por interposta pessoa, de que não devia nada ao fisco, dando a entender que a sua declaração estava correcta e que a interpretação das finanças estava errada.
Várias observações se me deparam:
1. Porque é que só agora sai esta notícia no jornal, quando as informações, processos, etc, datam do fim de 2004 e do meio de 2005?
2. Como é possível tanta negligência da parte das repartições de finanças? Parece que se instauraram processos que, provavelmente, não chegarão a lado nenhum.
3. Independentemente de António Carrapatoso ter agido dentro da lei, fica a desconfortável sensação de que foram usados truques para não pagar impostos, o que fica muito mal a quem defende acaloradamente a reforma da administração e a redução das regalias dos funcionários públicos, pois o estado não pode gastar tanto. Pois é, mas se talvez recebesse o que devia de quem devia…
Esta parece ser mais uma daquelas histórias que não tem cow- boys, só índios.
ResponderEliminarCarrapatoso pode não ser nenhum anjo, mas a oportunidade da publicação desta história quase de certeza esconde outro anjo, de asas também grandes.
Carrapatoso usa um slogan nas suas idas à TV que repete mais do que é aconselhável: rentabilizar os activos.
Pronunciado por ele soa assim: rentabilizar os activuchchchch...
Pode agora acrescentar um outro slogan: retardar os passivuchchchch...