Acabei de ler “A velocidade da luz” de Javier Cercas. Gostei muito, tanto como de “Soldados de Salamina”.
Embora sejam livros completamente diferentes, a estrutura narrativa e o modo como se desenrola a acção são semelhantes.
Em ambos se parte de um acontecimento obscuro que se tenta conhecer e interpretar, essencial para a coerência de uma história que, de algum modo, se mistura e confunde com a vida do narrador/escritor, e que evolui em círculos, estando no fim a chave decisória da existência do livro.
Em ambos a narrativa é feita em tom de confidência, como quem tenta decifrar a sua própria alma, com fluidez e sofreguidão, em que os diálogos são escassos e simples, mas importantes na compreensão das personagens.
Neste último livro o tempo de leitura varia, primeiro vagaroso, como que aquecendo motores, e depois adquirindo uma velocidade vertiginosa, superior à da luz. Gostei muito.
(Só não gostei da capa do livro.)
Embora sejam livros completamente diferentes, a estrutura narrativa e o modo como se desenrola a acção são semelhantes.
Em ambos se parte de um acontecimento obscuro que se tenta conhecer e interpretar, essencial para a coerência de uma história que, de algum modo, se mistura e confunde com a vida do narrador/escritor, e que evolui em círculos, estando no fim a chave decisória da existência do livro.
Em ambos a narrativa é feita em tom de confidência, como quem tenta decifrar a sua própria alma, com fluidez e sofreguidão, em que os diálogos são escassos e simples, mas importantes na compreensão das personagens.
Neste último livro o tempo de leitura varia, primeiro vagaroso, como que aquecendo motores, e depois adquirindo uma velocidade vertiginosa, superior à da luz. Gostei muito.
(Só não gostei da capa do livro.)
A capa, onde o narrador e Rodney estão nuca a nuca no espelho, é de facto pavorosa!
ResponderEliminarMas quando acabei o livro fartei-me de dizer palavrões. A sensação de ele ter escrito (e tê-lo feito tão bem) um livro que me apetecia ter sido eu escrever ...bah! :)
Agora, vou começar a ler O Inquilino, o tal pequeno romance de que ele fala no livro e que também está editado em Portugal.
Abraços