28 fevereiro 2006

Entidade Reguladora


Conheço pessoas muito bem intencionadas, que se apelidam defensoras da democracia e da liberdade de expressão, totalmente contra qualquer censura, que veriam com bons olhos a existência de uma qualquer “entidade” que “regulasse” os conteúdos televisivos, nomeadamente no que diz respeito à violência e aos “reality shows”, principalmente para “proteger” as crianças.

Não ocorre a essas mentes bem informadas que existe uma coisa chamada o poder paternal, ou maternal, com propriedades educacionais e disciplinadoras, que nenhuma entidade pode substituir, ou o simples gesto de desligar a televisão, decisão insubstituível por um qualquer órgão regulador.

Assim parece-me que a decisão editorial, sobre o que publicar ou não, desde “cartoons” humorísticos a notícias alarmantes, de escândalos políticos a indiscrições privadas, não deve ser substituída nem “regulada” por ninguém, singular ou colectivo.

Dar-se esse poder a uma qualquer comissão, por muito boas intenções iniciais, é abrir a possibilidade de impedir a investigação ou publicação de matérias potencialmente “perigosas” para certas pessoas ou grupos. Acaba por ser uma forma encapotada de censura.

(imagem copiada de
www.blogs.ya.com/opinion/200505.htm - Sandra Berlanga, 03/05/2005)

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