25 fevereiro 2006

Correntes D'Escrita


No princípio do ano houve, como de costume, vários jornais, blogues, revistas, etc, a fazerem revisões dos melhores discos, filmes e livros.

Para meu espanto, alguns não fizeram parte de nenhuma lista como, por exemplo: “A sombra do Vento”, de Carlos Ruiz Zafón, “O Vendedor de Passados”, de José Eduardo Agualusa e “A Louca da Casa”, de Rosa Montero.

Foi com grande satisfação que vi estes livros entre os finalistas do prémio Correntes D’Escrita deste ano, tendo ganho Carlos Ruiz Zafón (“A sombra do Vento”). É um livro que se lê sem parar, com personagens bem caracterizadas e uma história em espiral, que nos absorve da primeira à última frase.

Desconfio que o meio literário é feito de múltiplos meios, mais ou menos hierarquizados, mais ou menos mediáticos, mais ou menos badalados… pouco miscíveis… ou não?

4 comentários:

  1. Silvares17:00

    Realmente a crítica parece funcionar mais como uma espécie de espelho... do crítico que a tece!
    O desejo de encontrar a "next big thing", de contribuir para a escrita da História (com "H" grande) faz, com demasiada frequência, do crítico um mendigo de notoriedade. Ficam mais vezes na pobreza do que encontram a moedinha desejada.
    Nem todos serão como mendigos, é certo, mas são muitos. Mais do que seria de esperar.

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  2. Sofia Loureiro dos Santos18:35

    Nem mais!

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  3. Anónimo14:27

    Concordo plenamente. Basta percorrer qualquer revista ou jornal cultural para poder observar a pobreza dos críticos que, muitas vezes, parecem fazer o favor de comentar isto ou aquilo. Gosto especialmente de certas metáforas e descrições pomposas típicas de quem tem pouco (ou nada) a dizer...

    Beijinhos e parabéns pelo blog!
    Ana Luísa

    P.S.: "A Sombra do Vento" foi um dos melhores livros que li o ano passado; obrigada!

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  4. Sofia Loureiro dos Santos14:24

    Ana Luísa
    Obrigada pelo teu comentário.
    Só tenho pena é que alguns livros se tornem em maravilhosos desconhecidos, porque há poucos a espreitá-los (experimenta ler "Paris", de Marcos Giralt Torrente).
    Beijinhos.

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