16 janeiro 2006

Untitled

Por vezes a imobilidade forçada mostra-nos mundos desconhecidos revelados pela permanência em frente a um televisor. Mundos repetitivos, grotescos, bacocos.

As televisões nacionais e internacionais são, na sua maioria, de uma confrangedora mediocridade. Não só há poucos programas interessantes como são repetidos até à exaustão.

A comunicação social já decidiu (desde o início da pré campanha) quem vai ser o próximo presidente. Ontem tivemos direito a um directo de cerca de 20 minutos, do discurso de Cavaco Silva, numa acção de campanha. Os outros candidatos, ontem, não devem ter feito discursos.

Por outro lado, se fosse um qualquer dos outros candidatos a ter aquela expressão facial que me recuso a classificar, por falta de adjectivos de espanto e/ou horror, a imagem teria sido repetida, comentada e gozada por todas as televisões, teria sido comentada por todos os nossos comentadores imparciais, teria sido uma monumental gargalhada nacional.

Será este o representante por quem o país anseia?

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