15 novembro 2005

Untitled

Nádia

Em
tépido caudal
de velho rio
me flutuo.

Na cálida praia
nenúfar desaguo
em tua foz

(Poema de José Craveirinha, pintura de Merello)


Vi a maior parte da entrevista da Constança Cunha e Sá ao Cavaco Silva, na TVI. A entrevistadora não facilitou a vida ao entrevistado. Este parecia pouco à vontade na pele de explicador de atitudes passadas e de ambições futuras, no que diz respeito ao papel que a si próprio atribui, caso seja eleito. Um presidente crispado, repetitivo, entre chavões, frases feitas, e sorrisos forçados, sem falar do que pensa sobre o mundo.

É este o presidente que queremos? Por isso é que ele não quer dar entrevistas nem fazer debates.

Por outro lado, o anúncio do controle de qualidade dos livros escolares e o alargamento do intervalo temporal de vigência de cada livro, assim como o fornecimento de livros gráteis para as famílias com dificuldades financeiras, são boas notícias. Parece que o bom senso regressou ao ensino!

E porque é que os professores se opõem com tanta veemência a aulas de substituição de professores que, por qualquer motivo, tiveram que faltar?

O Ministro Correia de Campos anunciou que uma enorme quantidade de funcionários no Hospital de Sta. Maria vão passar a excedentários. É preciso dizer, com toda a frontalidade, que há quadros que estão, neste momento, hiperdimensionados, assim como os há que estão hipodimensionados. Espero que esta medida signifique uma reestruturação a sério.

Sr. Ministro, quando é que, de uma vez por todas, acaba com a promiscuidade entre público e privado? Porque não faz uma revolução inteligente na saúde, transformando os hospitais do estado em empresas, em que os seus trabalhadores não façam concorrência com o próprio estado? Porque não implementa trabalho por turnos, de modo a rentabilizar os blocos, os aparelhos de radiologia, etc? Porque é que não há consultas de especialidades nos centros de saúde?

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