Explosões ao domicílio:
fragmentos de carne a peso
e sangue sem medida conhecida.
As almas serão apenas derramadas
nos cartazes da publicidade oferecida.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Explosões ao domicílio:
fragmentos de carne a peso
e sangue sem medida conhecida.
As almas serão apenas derramadas
nos cartazes da publicidade oferecida.
Graça Morais
La violence et la grâce
31 Maio - 27 Agosto de 2017
Fundação Calouste Gulbenkian - Delegação em França
Deitam-se os pássaros de solidão
asas e penas na imensidão
de um mundo que não voa.
Há épocas de estoicismo em que as dietas são seguidas à risca, em que nos sentimos monjas de expiação do pecado da gula, fortalezas de força e vontade, sobrevivendo alegre e arrogantemente sem comer batatas, arroz, massa, pão, queijo, manteiga, doces, deglutindo pequenas quantidades de carnes brancas e peixes pouco gordos (é uma ciência esotérica), fiambre de peru, ovos, manteigas que não são manteigas, litros de sopas com os mais estranhos legumes, cogumelos a rodos, queijo fresco e iogurtes magros e gelatina 10 Kcal, a única guloseima permitida, muito saciante, para além das duas peças de fruta (contando os bagos de uva) e da inevitável garrafa de litro e meio de água.
(Confesso que não sei como os franceses não têm todos obesidade mórbida com a quantidade avassaladora de maravilhosos e gordíssimos queijos que comem, devidamente acompanhados por pão branco e vinho. Talvez a minha inveja não tenha sido totalmente visível nos olhares espantados com que os mimoseei, enquanto por lá passeei.)
Outras há em que vamos deixando as ervas daninhas das comidas normais entrarem nas nossas refeições, com as consequentes e abruptas alterações na nossa rotunda figura, em que nos debatemos diariamente com a negligência traduzida numa alimentação em que os proibidos hidratos de carbono, ou os líquidos de Baco reentram insidiosamente nos pratos e copos.
Este intróito vem a propósito das minhas pesquisas em relação à existência de sobremesas, daquelas fantásticas porque não são doces, com a respectiva concretização e degustação. E eu adoro tartes. Combinando receitas ouvidas pela rádio, do Chefe Avillez, com outros inputs dietéticos e a própria intuição, eis o resultado:
Tarte de maçã com canela e gengibre:
Tarte de pêra com chocolate
Experimentem. Ficam muito boas. Para quem não tem os problemas de rotundidade focados mais acima, junte uma bola de gelado de natas ou de baunilha.
Não: publicar um vídeo que circulava nas redes sociais, de um rapaz a meter a mão nos jeans de uma rapariga enquanto à volta, num autocarro, outros rapazes e raparigas incitam e aplaudem, não é jornalismo. Um vídeo não é uma notícia. Notícia - porque tem interesse público - é informar sobre existência do vídeo, perguntar às autoridades se estão a investigar, procurar saber que autocarro era aquele, se o motorista sabia, tentar falar com alguns dos presentes ou até com os protagonistas, enquadrar o ocorrido em termos legais - pode ser crime? Se sim, qual? No caso de a jovem ser menor, quais as implicações? Filmar aquilo é lícito? E difundir?
Tentar responder a estas perguntas básicas seria jornalismo. (...)
Nos últimos 10 dias por terras de França, submergimos na actualidade francesa, ouvindo horas de debates sobre Emmanuel Macron e o seu governo. O resto do mundo eclipsou-se, com excepção de Trump, que teve direito a um programa inteiro sobre ele.
Há algum autismo no Hexágono ou é só por causa do momento político atribulado?
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...