
Parque do Retiro
Ensaio o passo nas avenidas.
Ensino às articulações
a necessidade do movimento.
Tento o foco no olhar
do que à minha frente se desenha.
Pergunto ao espaço como se equilibra
se os pássaros desapareceram.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]

Parque do Retiro
Ensaio o passo nas avenidas.
Ensino às articulações
a necessidade do movimento.
Tento o foco no olhar
do que à minha frente se desenha.
Pergunto ao espaço como se equilibra
se os pássaros desapareceram.

El puente
Si me dicen que estás al otro lado
de un puente, por extraño que parezca
que estés al otro lado y que me esperes,
yo cruzaré ese puente.
Dime cuál es el puente que separa
tu vida de la mía,
en qué hora negra, en qué ciudad lluviosa,
en qué mundo sin luz está ese puente,
y yo lo cruzaré.
[Amalia Bautista]
Se me disserem que estás do outro lado
de uma ponte, por estranho que pareça
que estejas do outro lado e que esperes por mim,
eu atravessarei essa ponte.
Diz-me qual é a ponte que separa
a tua vida da minha,
em que hora negra, em que cidade chuvosa,
em que mundo sem luz está essa ponte,
e eu a atravessarei.
[Tradução minha]
Madrid teve sempre uma sonoridade particular, quase como um slogan publicitário – Madrid me encanta. Grande, espaçosa, próspera, uma cidade de promessas e de esperanças.
Já há muito que tínhamos planeado esta visita, mais que uma viagem, uma visita. Já cá tínhamos estado há uns anos, e recordo as longas avenidas um enorme museu do Prado, um extensíssimo Parque do Retiro, mas pouco mais.
Neste momento, quando a palavra faz ressonância em mim, surge-me de imediato Roto Madrid*, o nome de um livro de Amalia Bautista, de que tanto gosto. Madrid quebrada, Madrid partida.
Aterrei após um voo rapidíssimo, muito mais rápido do que as horas de espera no Aeroporto de Lisboa, numa sala pequena, atulhada de gente e quase sem cadeiras para que as pessoas se sentassem.
Madrid-Barajas é grande. Tentei trazer o mínimo de bagagem e planear o máximo que pude, para que não me perdesse ou não me baralhasse, pois a minha distração e a minha falta de orientação são famosas e bem reais. Mas agora tenho que me bastar a mim própria.
Correu bem. Mal cheguei fui informada pelo meu anfitrião que íamos jantar ao 29 Fanegas (em Português 29 Alqueires). Pousei a bagagem no alojamento encontrado e, com o telemóvel e o google maps que passaram a ser os meus guias permanentes, lá fui aquilo que pensava serem 17 minutos de distância, a pé.
Foram 30 minutos. Vá lá que não estava frio. Comemos muito bem, muito bem mesmo, várias coisitas antes e uma ternera que se desfazia na boca!
Voltámos também a pé, o que faz as delícias da minha PT, sempre pronta a grandes trrrrrrrrrreinos seja onde for! Depois de um grande beijo ao meu querido anfitrião, achei melhor ir dormir. O próximo dia seria mais cansativo.

Isabel constrói a vida
Com os cubos de brincar
Ensaia a voz colorida
Passarito a chilrear
Isabel aprende o dia
Num tapete de voar
Vai espalhando alegria
Com ternura no olhar
Isabel é dançarina
Equilibra-se a cantar
Estica o corpo de menina
Pés em pontas a bailar
Isabel acorda o mundo
Em tempos de madrugar
Puxa-me a alma do fundo
Com mãozitas de sarar
Isabel abre a janela
Do futuro que inventar
Seja barco vento ou vela
No caminho que criar
No cais da vida espero
A barca do meu amor
Abafo o meu desespero
Asfixio a minha dor
Chegará de madrugada
Guiada pelo clarão
De uma lua iluminada
Pelos olhos da paixão
A alma que se quebrou
No dia em que tu partiste
Em asas se transformou
Num voo que não desiste
No cais desta vida aguardo
O momento de embarcar
Que eu meu amor já não tardo
Na ânsia de te abraçar
Depois deste fim do debate entre Vance e Walz, por muito polido e bem falante que tenha sido Vance, nada pode justificar o voto em Trump. A verdade é que Trump não aceitou os resultados eleitorais de 2020 e, se tivesse sido Vance o Vice-Presidente, a democracia não tinha prevalecido.
Nunca entenderei a dúvida entre a escolha da democracia e a escolha da mentira, da vigarice e do crime.
Debate entre Tim Wlaz e JD Vance
2 de outubro 2024
Marcelo Rebelo de Sousa é incontinente verbal.
Em vez de deixar aos partidos, ao Parlamento e ao Gverno o papel de negociarem o Orçamento, imiscui-se no que não deve e profere declarações incendiárias quanto à hipótese de dissolução do Parlamento em caso de cumbo do OE.
É inadmissível.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...