Elvis Costello
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
12 fevereiro 2023
19 janeiro 2023
18 janeiro 2023
08 janeiro 2023
Ataque à democracia brasileira

No Brasil a democracia treme. As regras do voto livre, da aceitação dos resultados eleitorais, da sã convivência entre as várias alas políticas, a tolerância e o respeito pelas Instituições são cada vez mais uma miragem.
Como nos EUA, os camaradas de Trump seguem-lhe o exemplo.
A extrema-direita pulula e tende a clonar-se. A polícia assiste, impávida, aso ululantes terroristas internos.
Como isto tudo é dolorosamente conhecido. Como tudo isto é assustadoramente premonitório.
O viver democrático está a deixar de fazer sentido para muita gente.
Tempos de chumbo.
07 janeiro 2023
Mito

Carrego o mito pelas costas e vai-se moldando pelo corpo
sem asas nem vento prende-se de raízes suculentas
daquelas que nunca existiram sem a dor humana.
31 dezembro 2022
Nada é mais previsível que a imprevisibilidade

Sendo o último dia do ano é suposto dizer-se qualquer coisa inspirada, ou inspiradora. Fazer balanços de perdas e ganhos, esconjurar azares do ano que termina, vaticinar futuros imediatos e longínquos para o ano que começa.
Nada é mais previsível que a imprevisibilidade.
Mergulhados no quotidiano, no rotineiro e apagado romance das nossas existências, não temos tempo, nem ânimo, nem capacidade para ver além. A crise, a guerra, o clima, o fogo, a seca, as cheias, incertezas que se tornam certezas de tão constantes e iguais, ano atrás de ano. Sem sequer percebermos os momentos de felicidade, a sorte do acaso de termos uma vida sem grandes sobressaltos mas que nos parece sempre pouca.
Por isso nada tenho de grandioso para pensar ou dizer. Apenas que aqui estou, que continuo a amar e a torturar-me com o que não consigo resolver, a espantar-me com o que não sei e a maravilhar-me com o que posso aprender, a agradecer o amor dos que me querem, a dar-me toda a quem gosto, sem reservas nem promessas, a tentar fazer da minha vida alguma coisa de útil.
Solidariedade e abandono, solidão e resistência, talvez palavras cruas que me foram acompanhando nos últimos tempos, mas também entrega, esperança e amizade.
Amanhã é mais um dia que teremos que viver, pleno, como todos os dias do ano.
Bom 2023!
25 dezembro 2022
Pequeníssimo conto de Natal (3)

Pequenina, franzina, morena, olha incessantemente para o smartphone.
E porque orientam mal as doentes? Utentes?
Afunda a ruga entre os olhos. Que fazer?
Está bem, mas não deveria ter vindo para cá. Que fazer?
E depois olha com atenção e espanta-se.
Sorriso aberto e ralhete meio brincalhão.
Admoesta quem não devia estar ali, no meio da solidão dos outros, mesmo que para adoçar por segundos essa solidão.
Um Natal de 2022.
Skoda - o carro musical
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...
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