
Deixo um vídeo que conta a história de Romaria, de Renato Teixeira, e algumas informações sobre Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]

Deixo um vídeo que conta a história de Romaria, de Renato Teixeira, e algumas informações sobre Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó
De gibeira o jiló
Dessa vida cumprida a sol
Sou caipira pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura
E funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura
E funda o trem da minha vida
O meu pai foi peão
Minha mãe, solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
A custa de aventuras
Descasei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte eu não sei, nunca vi
Sou caipira pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura
E funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura
E funda o trem da minha vida
Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
Sou caipira pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura
E funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura
E funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Não sei se é resultado da pandemia se é apenas do passar dos anos e do encolher do corpo, das ideias, do mundo à nossa volta, do ensimesmamento a que nos votamos, da cada vez maior incapacidade de cumprir o assumimos como dever, a verdade é que sinto um cada vez maior isolamento.
A todos os níveis – familiar e profissional – e com todas as gerações. Vamos trocando mensagens, alguns telefonemas ou vídeo conferências, mas a vontade de estar junto, os abraços que foram banidos do nosso quotidiano, a moralização da pandemia com a instalação da culpa, tudo contribui para que estejamos cada vez mais sós.
E por isso as raras ocasiões em que se quebra esse hábito, viciante e desolador, fica um gosto bom de aconchego e carinho, aquele sentimento que perdura quando estar com alguém é um bem muito importante.
E como acontece desde tempos imemoriais, as refeições são uma boa razão para o convívio, a troca de ideias, o riso, a partilha de histórias. Começa-se por uma sangria de champanhe com frutos secos, continua-se com uma sardinhada, um naco na pedra, uns lagartos grelhados, os diversos e profusos brindes com os obrigatórios copos a baterem uns nos outros, melodia inconfundível de um almoço entre amigos.
Vivemos tempos em que aquilo que é mais essencial ao Homem, a sua sociabilidade, a sua necessidade de amar e ser amado, o toque das mãos, o sorriso, o olhar, a expressão facial, é agora uma memória que teima em ser enterrada, em nome de uma assépsia e de uma incrível nova ordem da esterilização da pele, do ar, do mundo.
Para além das ameaças bem reais que nos cercam, fabricamos mais medo e terror para nos transformarmos em gente que não se atreve a amar e que já se esqueceu do que era pensar nos outros e não em si mesmo.

No dia em que perder este cansaço
em que a angústia e a solidão
não forem mais que um barco afundado
poderei enfim desatar os soluços
e a terra onde me afundar será mais serena.

E o mar aqui tão perto.
Mesmo com a angústia da guerra, com o tempo que vai escasseando para a realização dos sonhos, com a tristeza das várias nostalgias, resta-nos o mar, a fuga e o encontro da lonjura, dos outros, de mais.
E o mar aqui tão perto.

Santo António de Lisboa
Vem cá ver o que isto é
Comer sardinha com broa
Beber vinho e água-pé
Não há febra nem sangria
Que nos cure a tradição
De lamentar a alegria
E louvar a maldição
Dar vivas ao vento agreste
Cantar como quem aguenta
Implorar ao pai celeste
Aprumo nesta tormenta
Somos bravos pacifistas
E guerreiros de um só dia
Solitários saudosistas
Bêbados de poesia
Oh meu querido santinho
Quero que sejas meu par
Ampara-me no caminho
Que ainda me falta andar
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...