
A pandemia de COVID-19 aí está. Todos somos responsáveis pela sua contenção e mitigação.
Nada de entrar em pânico, ir a correr para supermercados e farmácias e esvaziar prateleiras. Isso é totalmente desnecessário e que desencadeia os nossos piores instintos.
Prepararmo-nos sim, informando-nos em sites fidedignos, seguir com atenção o desenrolar dos acontecimentos, cumprir rigorosamente todas as indicações das entidades de saúde, adaptarmo-nos e sermos solidários.
Lavar as mãos bem e muitas vezes, usar lenços descartáveis, espirrar e tossir para lenços ou cobrindo a boca e nariz com o braço, ficar em casa caso se esteja doente.
E, principalmente, não sobrecarregar os serviços de saúde - as outras doenças não fazem intervalos. Sabemos das nossas maleitas e devemos tratar delas sem ir a correr para os serviços de urgência. É a mais correcta conduta sempre, mas agora mais importante que nunca.
E nada de acreditar nas pseudo-ciências pseudo-naturais e pseudo-saudáveis. Não há salada de quinoa nem sumos detox que destruam o vírus. Comer e dormir bem, fazer exercício físico, apanhar sol, arejar a casa, são regras do bom viver e deixam-nos mais bem preparados para enfrentar quaisquer agruras.
E nada de acreditar nas teorias da conspiração, disseminando pseudo-informações pseudo-secretas de laboratórios chineses ou americanos, ou mesmo extraterrestres, onde se fabricariam estes vírus. A realidade ultrapassa sempre a ficção e a natureza sabe perfeitamente desafiar-nos.
Os jornalistas e a comunicação social têm uma responsabilidade acrescida. Contenção, rigor e informação antes de noticiar são fundamentais. O alarmismo e os títulos tremendistas só acrescentam ruído e confusão.
Calma e solidariedade. Estejamos atentos aos nossos familiares e amigos. Se alguém não pode sair de casa outro alguém pode levar-lhe mantimentos e medicamentos. Se não podemos falar pessoalmente, há telemóveis e skypes. Se mão podemos ir para o cinema, há vídeos, televisão e internet. E podemos redescobrir o indizível prazer de ler um bom livro.
Temos que perceber que dependemos uns dos outros e que se falhamos a uma pessoa podemos desencadear uma cadeia de falhanços em dominó. Nada de pânico.


