28 janeiro 2020

Da distorção dos princípios

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Sempre eles, os princípios, aqueles que todos juramos defender, observar, sermos escravos de e por, mas que rapidamente são esquecidos e eliminados em nome de uns quaisquer valores que, circunstancialmente, sejam mais interessantes, estejam na moda ou sejam sexys, palavra e conceito político introduzido por Pires de Lima e glosado pelo novo líder do CDS.


O facto de haver corruptos e corruptores, da craveira e potência de Isabel dos Santos, não nos deve fazer abandonar a estrita defesa da essência da justiça. Qual ou quais os métodos utilizados por Rui Pinto para expor as provas documentais das operações de Isabel dos Santos? Qual ou quais as contrapartidas que quis ter, ou teve, para essa exposição?


Pelo pouco que vou sabendo, Rui Pinto é um pirata/ladrão informático (hacker é mais sexy), para além de ter tentado extorquir dinheiro de alguns dos visados no caso do football leaks, ou seja – fez chantagem. Portanto, é um criminoso, caso se prove que isto é verdade. Não é um herói, não merece uma medalha, mas sim ser julgado e, caso se prove a sua culpa, condenado como ladrão e chantagista.


É claro que a ajuda de ladrões e chantagistas sempre foi usada para perseguir piores ladrões e piores chantagistas, assassinos, etc. Mas não devemos perder de vista a essência, nem sequer aplaudir a forma e os métodos usados para chegar a casos a que seria difícil chegar de outra forma. Nem sequer este é um bom exemplo. Ou é uma grande surpresa o que se passa no mundo do futebol? E no caso de Isabel dos Santos, a razão da falta de investigação e actuação judicial não será mais política que qualquer outra?


A isto se chama não olhar a meios para atingir os fins. Ana Gomes é corajosa e sempre denunciou a eventual teia de corrupção de Isabel dos Santos e família. Mas a actuação que agora se pretende heroica e quase abnegada de Rui Pinto é uma distorção perigosa e populista de princípios que deveriam nortear a nossa justiça e os nossos valores.

20 janeiro 2020

Sem juros

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Calvin & Hobbes


 


Fui ao banco do carinho


depositar excedentes


de juros nem um cheirinho


a nenhum dos componentes.


 


Ficaram lá bem guardados


para dias de amargura


poderão ser transformados


em misturas de ternura.


 


Um abraço apertado


aquece a alma carente


e devolve em redobrado


amor puro e resistente.


 


O carinho não se explica


sobra cobra ou esmorece


o carinho multiplica


o que de amor estremece.


 

01 janeiro 2020

Música

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É muito engraçado observar os músicos numa orquestra, enquanto tocam. As cores que vestem, a forma como se exprimem e manifestam, se o seu envolvimento é visível ou não.


Penso que os verdes e os azuis estão na moda, pois eram vários os elementos femininos que escolheram estas cores. Um dos primeiros violinos é muito magro e tem sempre uns sapatos negros e brilhantes. Um outro, ao lado dele, praticamente só mexe os braços.


A chefe dos primeiros violinos não consegue deixar de marcar com o pé o ritmo da música, num sapato que aflora discretamente da perna das calças. Há verdadeio enleio nalguns dos rostos; outros permanecem impávidos.


À minha frente uma miúda com cerca de 10 anos move o corpo com a melodia e atrás de mim alguém não resiste a cantarolar a música.

Concerto de Ano Novo

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maestro Sebastian Perłowski


 



Moniuszko Conto de Inverno, Abertura-Fantasia


 



Josef Strauss Polca rápida Voando, Op. 230


 



J. Strauss II Valsa Rosas do Sul, Op. 388


 



G. Rossini Abertura da ópera A italiana em Argel


 



J. Strauss II Marcha persa, Op. 289


 



J. Strauss II Polca rápida Sangue ligeiro, Op. 319


 



J. Strauss II Abertura da Opereta O Morcego, Op. 367


 



J. Strauss II Polca rápida Comboio do prazer, Op. 281


 



J. Strauss II Valsa Imperador, Op. 437


 



J. Strauss II / Josef Strauss Polca Pizzicato


 



J. Strauss II Polca rápida Tique-taque, Op. 365


 



J. Strauss II Polca-Furioso, Op. 260


 



J. Strauss II Polca Tritsch-Tratsch, Op. 214


 


Encore



J. Strauss II, Valsa Sobre o belo Danúbio azul, Op. 314


 



J. Strauss, Marcha Radetzky, Op. 228

31 dezembro 2019

2020

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E porque não permitir-nos um certo optimismo, uma centelha de bom-humor, um momento de tolerância pelo que se aproxima, deixarmo-nos de tristes presságios e de remoer os desenganos?


Porque não a esperança, mesmo que curta, mesmo que frágil, numa melhor versão de nós próprios, das nossas vidas e das vidas de quem nos acompanha e envolve, porque não experimentarmos mais gentileza, mais atenção?


Tudo o que é novo é cintilante. Que possamos brilhar, nem que seja nos primeiros minutos do novo ano, do novo dia, do novo nós.


Bom 2020!

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...