26 dezembro 2017

Amar pelos dois


Salvador Sobral & Luísa Sobral


 


 


Se um dia alguém, perguntar por mim


Diz que vivi para te amar


Antes de ti, só existi


Cansado e sem nada para dar


 


Meu bem, ouve as minhas preces


Peço que regresses, que me voltes a querer


Eu sei, que não se ama sozinho


Talvez devagarinho, possas voltar a aprender


 


Meu bem, ouve as minhas preces


Peço que regresses, que me voltes a querer


Eu sei, que não se ama sozinho


Talvez devagarinho, possas voltar a aprender


 


Se o teu coração não quiser ceder


Não sentir paixão, não quiser sofrer


Sem fazer planos do que virá depois


O meu coração, pode amar pelos dois

Ele é que não perdeu mais uma oportunidade...

... de fazer uma tristíssima figura.


 


hugo soares.jpg


Costa "perdeu oportunidade" para mostrar que "ainda é capaz" de governar


 

Voluntários e voluntariado

voluntariado.png


 


Proliferam as associações e agrupamentos de pessoas de muito boa vontade, que voluntariamente dão o seu tempo, o seu esforço e as suas competências às mais diversas causas, mas especialmente a ajudar o próximo, mais precisamente aquele próximo a quem dava muito mais jeito um emprego do que o cabaz de Natal, a comida e os embrulhos de brinquedos e roupas.


 


Proliferam as empresas que pedem aos seus empregados para, voluntariamente, prescindirem dos seus dias de descanso para angariarem mais clientes, oferecendo serviços a custo zero, à custa de horas de trabalho sem remuneração.


 


Crescem as avaliações que não prescindem da explicitação do trabalho comunitário e voluntário de quem se candidata a qualquer tipo de emprego, mesmo que as acções não tenham sido mais que as estritamente necessárias para enfeitar o currículo.


 


Publicitam-se abundantemente os voluntariados e os voluntários nas televisões, nas rádios, nas redes sociais, para nos lambuzarmos de bondade, por darmos tanto de nós a tanta gente, de quem esperamos gratidão, fidelidade, consumismo, ou mesmo adoração.


 


Nada tenho contra a gentileza e o sentido de solidariedade seja de quem for, muito pelo contrário. Mas não estaremos nós a substituir empregos por trabalho não remunerado? É que para haver voluntários a dar aulas, ou a pintar escolas há professores e pintores que não têm trabalho. Além de que há muitas tarefas e apoios que são veiculados através do voluntariado e que deveriam ser obrigação do nosso Estado e da nossa sociedade.


 


Por outro lado desconfio sempre que a maior parte dos voluntários o são à força, ou então apenas desejam auto-promoção, à custa dos mais vulneráveis. A constante exploração dos sentimentos e da boa-fé, tal como a mercantilização do bem fazer, é tudo menos partilha e solidariedade. Pelo menos para mim.

Back to business


 


Adenda: hoje foi mais em modo caranguejo...


 


Das demonstrações banalizadas

marcelo.jpg


Expresso


 


Tanta palavra, tanto abraço, tanto afecto, tanto amor, tanto mel, tanto amasso, tanto sorriso, tanta lágrima. Tudo se banaliza, até o que de mais íntimo e genuíno temos. E tudo acaba por perder significado e importância.


 


O Presidente da República transformou-se no fiel da balança dos afectos e dos compromissos – tudo o resto se lhe compara, o tom, os olhares, a voz, a compaixão – ele é sempre o melhor e é com ele que todos se têm de medir.


 


Depois de uma irrelevância de Presidência protagonizada por Cavaco Silva, pelo azedume, pela escassez de empatia, pela arrogância e pelas intervenções rancorosas, Marcelo arrisca-se a desfazer aquilo que o transformou num excelente Presidente, pelo constante transbordar de discursos, comentários, aparições e avaliações. É, de facto, uma pena e um desperdício.

25 dezembro 2017

Reinventando a tradição...

preguica.jpg


 ... que, como todos sabemos, já não é o que era.


 


A manhã passou-se a arrumar a desarrumação da véspera e a preparar o almoço. Resolvi aproveitar as sobras das couves, das batatinhas pequeninas e novas e do grão cozidos para fazer sopa, que será o meu alimento para os próximos dias, recuperando lentamente das calorias ingeridas.


 


Para esquecer as pernas de peru que costumam assombrar os nossos natais, o Pai Natal cá de casa investiu numa massada de tamboril com camarão, berbigão e vieiras, muito saudável, com muito tomate, pimentos, cebola, alho e salsa, "tudo em cru" (expressão assumidamente disparatada que muito se usa). Estava muito bom!


 


Respiremos, portanto, e deixemos que a preguiça nos restaure as forças. Para o ano há mais!

Das maravilhosas prendas de Natal

boys from the blackstuff.jpg


spyship.jpg


erotic stories punjabi women.jpg


O melhor das prendas de Natal são as horas de cumplicidade e aconchego que passaremos a ver as séries, bem doseadas, e a descobrir histórias e autores novos (pelo menos para mim).

O ar ocupado pela música

Teatro Nacional de São Carlos Beethoven Symphony No. 2in D major Coa-se a luz nas cortinas embrulhadas de saudade. O teu rosto à janela ...