A democracia deixou de ser uma prioridade. É avassalador o silêncio que se ouve nos vários meios de informação tradicionais, que ainda são aqueles a que mais gente tem acesso e acede, sobre os desenvolvimentos da campanha eleitoral e sobre os indispensáveis debates que deveriam incidir nas escolhas que se nos vão colocar a 4 de Outubro.
Todos os comentadores são unânimes em opinar que a alteração da medida de coacção de José Sócrates prejudica António Costa e o PS. E afirmam com ar sério e vozes de crítica que deveríamos estar a discutir as opções governativas e não José Sócrates, gastando horas sem fim a falar dele e a discutir a a sua desimportante importância.
Arrasta-se penosamente esta pré campanha e arrastar-se-á a campanha, com a PAF a aparecer hegemonicamente debitando as manipulações que lhe interessam e a apagar do espaço tudo o que minimamente se assemelhar à realidade.
Resta apenas a esperança de que, tal como aconteceu no PREC de 1975, os cidadãos façam a leitura desta lavagem cerebral e tal como a fizeram aquando das primeiras eleições legislativas.