17 julho 2015

Começo pelo fim

Começo pelo fim: aeroporto de Lisboa finalmente; caminhada de quilómetros à uma da manhã sem se perceber porquê; a sorte da cuspidela imediata das malas pela barriga da aeronave (como lhe chamava um passageiro); a chegada a casa depois de uma espera de 2 horas pela descolagem, dentro do avião, num lugar absolutamente claustrofóbico que quase não permitia uma respiração mais profunda.


 


Último dia em Bruxelas. Pagar a quantia de 18,00 € (!!!) pelas taxas e taxinhas da cidade. O final deste interlúdio com o que poderia ser uma alegoria à Europa, na cidade das Instituições Europeias – a Mini Europa, uma espécie de Portugal dos Pequeninos sobre a União Europeia, com aquilo que distingue as diversas culturas e economias, arquitecturas, Histórias e símbolos, sem se esquecerem os hinos nacionais.


 


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 Somos todos gregos


 


É quase comovente visitar aquele parque de diversões para crianças e adultos, e ler o que foram os princípios e os valores fundadores da união dos povos da Europa. Tudo o que os deveria unir em complementação e respeito pelas diferenças, a democracia, a liberdade, o respeito pelos direitos do Homem, o estado social e o desenvolvimento sustentado. Depois do que se passou nas últimas semanas com a Grécia, com a derrota estrondosa de Tsipras (para mim uma surpresa) e de todos os que ainda acreditam naquilo que era o projecto europeu, o melhor é não esperar muito para visitar esta (Mini) Europa pois parece-me que não faltará muito para que pertença ao passado.


 


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Também o Atomium, uma gigantesca estrutura que ficou da Exposição Universal de Bruxelas (1958) é lindíssimo, a lembrar a Torre Eiffel, também resultado da Exposição Universal de Paris (1889). Fico sempre maravilhada pela grandeza de quem imagina e de quem constrói estes monumentos que se transformam em símbolos de cidades, de culturas, de Nações.


 


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Durante o voo de regresso descobri a enorme mancha iluminada vista dos céus que representa o aglomerado humano de Paris com a referida torre Eiffel, perfeitamente identificável mesmo a cerca de 9000 metros de altitude. Literalmente, a cidade da(s) luz(es).

11 julho 2015

Le plat pays

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 La Tour de Bruxelles


 



Jacques Brel


 


Avec la mer du Nord pour dernier terrain vague


Et des vagues de dunes pour arrêter les vagues


Et de vagues rochers que les marées dépassent


Et qui ont à jamais le cœur à marée basse


Avec infiniment de brumes à venir


Avec le vent de l'est écoutez-le tenir


Le plat pays qui est le mien


 


Avec des cathédrales pour uniques montagnes


Et de noirs clochers comme mâts de cocagne


Où des diables en pierre décrochent les nuages


Avec le fil des jours pour unique voyage


Et des chemins de pluie pour unique bonsoir


Avec le vent d'ouest écoutez-le vouloir


Le plat pays qui est le mien


 


Avec un ciel si bas qu'un canal s'est perdu


Avec un ciel si bas qu'il fait l'humilité


Avec un ciel si gris qu'un canal s'est pendu


Avec un ciel si gris qu'il faut lui pardonner


Avec le vent du nord qui vient s'écarteler


Avec le vent du nord écoutez-le craquer


Le plat pays qui est le mien


 


Avec de l'Italie qui descendrait l'Escaut


Avec Frida la Blonde quand elle devient Margot


Quand les fils de novembre nous reviennent en mai


Quand la plaine est fumante et tremble sous juillet


Quand le vent est au rire quand le vent est au blé


Quand le vent est au sud écoutez-le chanter


Le plat pays qui est le mien

10 julho 2015

Mercedes Benz


 Janis Joplin


 


(...) I could see Janis in the booth. She beat off time by stomping her feet on the floor with her sandals. The bracelets jangling on her arm and the stomping of her feet provided the rhythmic sound you hear on the record. Her eyes were open as she sang, but they seemed closed, as if she were far away. When the song was done, she said, “That’s it,” followed by her famous cackle. She always surprised herself. (...)


 


The Wall Street Journal via Observador

Da mágoa

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Into One-Another III To P.P.P. - 2010


Berlinde De Bruyckere


 


1.


Não reconheço a leveza que encontrei


na insustentável capacidade de amar


mágoa urdida fel de abelha laboriosa


aprisionada no mel que fabrica


compromissos em colmeias de amor e dever


malha apertada com fios doces invisíveis.


 


O deserto à minha volta povoado


das obrigações que me ofereço


exaustão de uma vida que passa e se gasta


e me gasta.


E fico.


 


2.


A vida na cidade das sete colinas


em íngreme decida. O declínio


dos sentidos nas estrias e flacidez


da alma. Mais atroz


que o veneno lento


do desamor


da solidão.

São os astros que se alinham

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Há fenómenos naturais que são surpreendentes e os astros aí estão para nos deslumbrar.


 


Por vezes os planetas alinham-se com o Sol, há eclipses lunares e solares, enfim, cometas passam ao largo e são avistados. A nossa Justiça tem conseguido superar todas essas maravilhas e, naturalmente, no meio da gigantesca Operação Marquês, que envolve meios nacionais e internacionais, consegue a proeza de coincidir nas descobertas e, principalmente, nas detenções, precisamente quando há alguns sinais políticos favoráveis ao PS.


 


É Deus está que com a maioria.

Da pluralidade opinativa

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Após a entrevista a António Costa, num modelo em que se deu oportunidade a algumas pessoas de fazerem perguntas directas (confesso que não gostei e não me parece que tenha acrescentado qualquer interesse), houve o habitual esclarecimento ao povo, protagonizado por um painel de comentadores muito diversificado.


 


António Costa, Constança Cunha e Sá e Henrique Monteiro afadigaram-se a destruir e a caricaturar tudo o que António Costa disse - como não citou números deveria ter citado, como não prometeu nada, deveria ter prometido muito, como foi realista e cauteloso, deveria ter sido mais sonhador e voluntarioso.


 


Assim vai o estado da pluralidade informativa e opinativa.

09 julho 2015

Oposição e propaganda - o Estado da Nação

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 8 de Julho de 2015


 


Ouvi as intervenções de vários deputados do PS no debate do Estado da Nação, através da TSF. Ainda bem, pois se apenas tivesse ouvido as notícias da televisão, teria ficado com a impressão de que o único tópico havia sido a Grécia.


 


Percebe-se que a maioria e a comunicação social totalmente governamentalizada não gostem de divulgar aquilo que o PS disse e escolham cirurgicamente as intervenções que passam. É escandalosa a manipulação informativa, aliás como o que aconteceu nos programas de comentários sobre o resultado do referendo grego, do passado Domingo.


 


Excelentes as intervenções de João Galamba, de Eduardo Ferro Rodrigues, de Ana Catarina Mendes e de Pedro Delgado Alves, sem desprimor para as de outros. O que precisamos é que esta prestação no Parlamento passe para a opinião púbica e que os cidadãos a ouçam.


 


Também a forma como se apresentou, na RTP, a última sondagem sobre as próximas eleições legislativas é exemplificativa da total instrumentalização dos media por esta direita que exerce o poder. É preciso perseverança, trabalho e clareza de ideias. É preciso coragem e desassombro, convicções e militância.


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Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...