15 fevereiro 2015

Do maravilhoso mundo novo

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The Telegraph


Observador


 


Estamos no início de uma nova era, aquela em que os nossos governantes nos ensinam e nos impõem um estilo de vida, desde o que comemos, ao que bebemos, ao lazer, às preocupações com a vida, às tensões psicológicas, etc. Para já esquecemos as defesas das minorias étnicas ou religiosas e a discussão da igualdade de direitos dos géneros (todos - feminino, masculino e alternativos), para nos preocuparmos com a vida saudável e com a sustentabilidade do planeta.


 


É gordo, ou seja, obeso? Então tem uma disfunção pessoal e social grave, pois precisa de se querer tratar - nada de doces, gorduras, álcool ou hidratos de carbono. O seu médico ou sistema de saúde arranjará um equipamento altamente tecnológico para contar automaticamente as calorias ingeridas por dia e, caso não obedeça - tudo registado numa plataforma informática com o NIF (obrigatório pois é informação que será cruzada com as finanças) - ser-lhe-á retirado o privilégio de recorrer aos serviços pagos pelos NOSSOS (e seus) impostos. Temos que gastar bem o dinheiro dos contribuintes. Haverá ainda os podómetros que lhe contarão os passos que terá que cumprir, ou a ginástica que terá que fazer, para gastar energia e quilos de banha e transpiração. Não tem tempo? Tem que se organizar melhor - entre as 8h de trabalho por dia e as 8 horas de sono (também obrigatórias) restam 8 horas que chegam perfeitamente para os transportes, a alimentação e a ginástica.


 


Se fuma (qualquer tipo de tabaco ou outras drogas) acautele-se - está já a ser estudada uma legislação que o afastará dos seus filhos por impossibilidade de os educar e poderá mesmo redundar em prisão. Quanto à úlcera péptica e à psoríase, os nervos são da sua conta, mas tem que se tratar, pois há uma grande dose psicossomática em tudo isso.


 


Quanto ao cancro - falta de fibra na alimentação, tabaco e obesidade, vírus sexualmente transmissíveis, etc., convém que esqueça o apoio de uma sociedade saudável e perfeita - a culpa é sua. É por isso que não tem emprego e que é infeliz, para além de viver à custa dos NOSSOS (e dos seus) impostos. E isso é intolerável - moral e legalmente intolerável.

Um dia como os outros (151)

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(...) Mais do que tudo, fica a profunda sensação que o Estado de direito está sob um fortíssimo ataque, que as garantias básicas de defesa dos cidadãos - nomeadamente dos que estão em causa no processo Marquês - não estão a ser asseguradas, que procedimentos gravíssimos estão a ocorrer sem que ninguém tome as devidas providências. (...)


 


Pedro Marques Lopes

14 fevereiro 2015

Amor é...

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Tratar-lhe das dores de costas com almofadas térmicas naturais.

Do abstencionismo à revolta

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As sondagens que vão aparecendo começam a deixar algum amargo de boca a quem, como eu, viu renascer a esperança numa verdadeira alternativa a este governo e ao marasmo que se apoderou do país aquando da mudança de líder do PS. António Costa corporizou, e bem, essa necessidade, criando uma verdadeira coligação de vontades, dentro e fora do PS.


 


No entanto o tempo vai passando e o vendaval transforma-se a largos passos numa brisa ou mesmo na quietude anterior. E a percentagem de abstenções a subir, que atinge já os 40,4%, é o mais importante dado que nos permite perceber que a desmobilização voltou e que a descrença se torna a instalar.


 


Será que o PS se contenta com uma vantagem tão magra em relação aos partidos da direita? Será que desistiu de cativar os abstencionistas, que é o grupo que pode dar a vitória ou a qualquer grupo ou movimento populista, dos que se vão desenhando e testando a desilusão dos cidadãos? Será que não precisa de seduzir a o eleitorado para a necessidade de uma maioria absoluta?


 


A afirmação de valores e de ideias não depende dos mercados nem das negociações europeias. Como já manifestei anteriormente, as posições cautelosas do PS no que diz respeito ao tratado orçamental e ao pagamento da dívida só demonstra a inteligência e seriedade da sua liderança. Mas falta o resto, falta tudo o que poderá criar a tal onda que nos leva a acreditar que há alternativas à apagada e vil tristeza com que nos resignamos a viver.


 


Queremos saber quais as reformas que o PS quer para os serviços públicos:



  1. Como vai remodelar o SNS? Investir nos cuidados primários? Como vai formar e incentivar Médicos de Família? Como vai organizar as Unidades de Saúde? Como vai organizar a referenciação dos cuidados? Como vai reorientar as prioridades de investimentos dado o tipo de patologias existentes e futuras, pelo envelhecimento populacional? Como vai rentabilizar e optimizar os os recursos humanos numa área com carências gritantes a nível médico e excedentes a nível técnico e de enfermagem?

  2. O que entende mudar em relação ao sistema de ensino? Como vai escolher os professores para o ensino público? Como vai avaliar as alterações curriculares que têm sido feitas, a concentração de escolas, a distribuição das ofertas a nível geográfico? O que vai fazer ao ensino de adultos? Quais os resultados dos reforços a Matemática e Português? Vai ou não alterar o acesso ao ensino superior?

  3. O que entende mudar nas carreiras da função pública? Vai manter a forma de remuneração ou vai alterá-la? Como pretende renovar os quadros? Ou quer esvaziá-los para continuar a fazer contratualização de serviços?

  4. Como entende dinamizar o mercado de emprego? Vai continuar a aumentar a idade da reforma e os horários de trabalho ou vai fazer o contrário? O que pensa dos empregos nas áreas de apoio social? O que entende fazer em relação à promoção da igualdade de oportunidades para homens e mulheres, combatendo a exclusão das últimas por causa da gravidez e apoio à família? O que pensa das creches e infantários nas empresas, dos horários parciais, do teletrabalho?


 


Posso lembrar-me de milhares de perguntas às quais ninguém sabe o que pensam aqueles que se vão apresentar a eleições. Mais do que gastar muito ou pouco dinheiro, as pessoas querem ver ideias exequíveis, que possam significar uma melhoria nas suas condições de vida.


 


António Costa terá que falar destes problemas e de outros que verdadeiramente interessam os cidadãos. A recuperação da ideia da regionalização (com a qual eu até concordo) diz quase nada a quase todos. Dá a sensação de que está a tentar ganhar tempo, como se estivesse a fazer sapateado enquanto espera pelo actor principal.


 


O PS tem que se esforçar por ganhar a confiança dos eleitores. De outra forma será mais um balão a esvaziar, numa festa que não chegou a começar.


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12 fevereiro 2015

Alguma coisa está a mudar

O governo português não percebe que alguma coisa está a mudar. E o Presidente da República também não. Fechados nas suas retóricas da contabilidade fundamentalista, estes dois fenómenos que nos aconteceram insistem em afundar o País e a Europa.


 


Não sei se ainda haverá Europa na altura das eleições legislativas e presidenciais. Mas a pouco e pouco parece começar a desenhar-se um acordo. António Costa tinha razão quando dizia que o tempo das propostas concretas ainda não tinha chegado. O que hoje é verdade amanhã talvez já o não seja.


 


Mesmo assim gostaria de ver mais explícitas as escolhas políticas de base em relação aos serviços públicos, à definição das funções do Estado, à escolha de prioridades nas áreas da saúde e da educação, da justiça e da segurança social.


 


E começa a ser tempo de se definir uma estratégia para as eleições presidenciais. É indispensável que o País se levante e tenha alguém em quem se reveja e que o represente, em vez de o apoucar. É de líderes que precisamos, não de subserviências ambulantes.

11 fevereiro 2015

Fado do ladrão enamorado


Rui Veloso & Carlos Tê


 



Pierre Aderne


 



Sandra Correia


 


Vê se pões a gargantilha
Porque amanhã é domingo
E eu quero que o povo note
A maneira como brilha
No bico do teu decote
E se alguém perguntar
Dizes que eu a comprei
Ninguém precisa saber
Que foi por ti que a roubei
E se alguém desconfiar
Porque não tenho um tostão
Dizes que é uma vulgar
Jóia de imitação
Nunca fui grande ladrão
Nunca dei golpe perfeito
Acho que foi a paixão
Que me aguçou o jeito
Por isso põe a gargantilha
Porque amanhã é domingo
E eu quero que o povo note
A maneira como brilha
No bico do teu decote

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...