Que se ofereçam muitos (principalmente destes) livros de poesia...
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
06 dezembro 2014
01 dezembro 2014
Cante de Natal
Oh meu menino de oiro
minha alminha tão nobre
quem te deu como tesoiro
uma vida que é de pobre.
Oh meu perfeito menino
que és tão puro e natural
quem te deu como destino
lavar o mundo do mal.
Oh meu menino Jesus
que nasces todos os anos
que carregas uma cruz
de tristezas e enganos
Oh meu menino querido
não te afastes de nós
neste tempo desabrido
em que nos sentimos sós.
Oh meu menino tisnado
que secas o nosso pranto
a dormir tão descansado
no embalo deste canto.
Oh meu menino de trigo
seara da minha vida
que possas sentir abrigo
nesta voz enternecida.
Oh meu menino moreno
que sofres com meu penar
que possas ser o sereno
da noite que me levar.
Dos distanciamentos impossíveis
A honestidade intelectual obriga-me a reconhecer como verdadeiros alguns dos reparos que me fizeram: o não me ter manifestado aquando de outros processos em que os arguidos, tal como aconteceu com Sócrates, foram exibidos e julgados na praça pública.
É verdade que, mesmo que o tenha pensado, não o disse com a veemência que mereceriam ou, pior, não o terei mesmo equacionado. E isto diz-me muito sobre a minha própria forma de encarar e de abraçar as causas que considero nobres - tenho pouco distanciamento e muitas vezes actuo orientada por preconceitos.
Seria bom que, numa próxima vez em que me colocasse à prova, pudesse ser mais justa e mais imparcial. Mas a liberdade total em que o comprometimento com os outros não existe é, para mim, impossível. Em muitas circunstâncias, os afectos guiam a minha razão.
Dos renascimentos
Apesar do peso da detenção preventiva de Sócrates, António Costa e o PS conseguiram protagonizar um congresso em que se falou do País, em que se fez oposição ao governo e em que se afirmaram as ideias que guiarão as próximas estratégias políticas.
António Costa não tem medo de fantasmas - nem de Sócrates, nem do espectro da necessidade dos acordos e compromissos, nem dos profetas do bloco central, nem das carpideiras da esquerda da esquerda mais à esquerda que qualquer esquerda.
Da renovação do partido terá que seguir para a renovação da esperança e da confiança. As eleições ainda estão longe e é indispensável que a clarificação do que é governar à esquerda significa. Não me parece que os assuntos enunciados no discurso de encerramento, nomeadamente o problema da integração europeia, se possam resolver. O PS não deve ter tabus em relação a nada, muito menos à importância de se redefinir os moldes de funcionamento desta União cada vez menos democrática e mais distanciada das instituições nacionais.
Mas foi com grande satisfação e renovada esperança que ouvi o discurso de encerramento* deste Congresso. Como devem estar tristes os comentadores que já antecipavam um velório em vez de um renascimento.
* Não sei porquê, mas este link não funciona no google chrome, mas funciona no internet explorer.
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