12 outubro 2014

Das conversas presidenciais

Não conheço o teor das conversas entre Cavaco Silva e António Costa. Mas espero que tenham falado da antecipação das eleições legislativas. Era de todo o interesse que decorressem por volta de Junho ou Julho, antes das presidenciais. Aliás foi o próprio Presidente que primeiro falou de eleições antecipadas, na célebre sugestão de compromisso entre Passos e Seguro que fez há mais de 1 ano (que eu, ingenuamente, pensei ser para bom do país quando terá sido uma jogada para estrangular o PS).


 


Espero que tenham falado da nova posição de Portugal perante as exigências de Bruxelas – de defesa dos interesses dos seus cidadãos e dos serviços públicos de qualidade, de tentativa de inversão das políticas recessivas, de redução da pobreza e das desigualdades.


 


Espero que Cavaco Silva tenha compreendido que acabar o seu mandato com dignidade é facilitar o caminho ao fecho deste ciclo político de que foi um dos protagonistas que, agora, tenta apagar a sua responsabilidade.

Paixão

painful existence.JPGAnthony Moman


 


 


De um poema inacabado a página


em branco fere sangue


que não estanca a dolorosa pressa


do corpo esvaído na mais assimétrica forma


de paixão.

10 outubro 2014

Da nova oposição

Não basta que as sondagens demonstrem que há um novo caminho a percorrer e que há urgência e ânsia pelo início desse caminho. António Costa tem carisma e é, neste momento, o líder incontestado do maior partido da oposição. Porque temos de novo oposição.


 


Independentemente da construção de plataformas de entendimento com outros partidos que aceitem sem reservas a democracia, é muitíssimo importante que o PS ambicione e construa uma maioria absoluta para uma alternativa sólida de governo. A situação do país e da Europa é demasiado grave para que a base eleitoral do próximo governo não resulte de um largo consenso em relação a áreas chave da nossa vida comum.


 


Não é de pactos de regime, consensos ou reflexões urgentes que precisamos mas sim da afirmação de políticas sérias e que tenham como objectivo repor o primado do bem estar dos cidadãos e do serviço público, do reconhecimento que Portugal não pode aceitar ser minimizado na sua soberania e na sua independência perante a centralização do poder cada vez menos democrático da Europa.


 


Não há que ter medo de enfrentar os assuntos, sejam eles quais forem. Os compromissos internacionais para com os credores devem ser cumpridos de forma a parar com a delapidação da sociedade livre, solidária e democrática a que temos assistido nos últimos anos.


 


Os fenómenos populistas tendem a ocupar o vazio em tempos de descrédito, insegurança e pobreza. É preciso inverter a queda para o abismo. Temos condições para lutar - renovação dos princípios e valores, realinhamento do que de essencial é preciso preservar; mobilização de vontades e de esperanças - é possível mudar.

Dos primeiros dias do próximo governo

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Expresso

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Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...