19 junho 2014

Do inacreditável

 


Estamos no país do inacreditável – o governo reage com raiva e vinga-se nos funcionário públicos, ameaçando-os de pagar a uns e não pagar a outros, após a decisão do Tribunal Constitucional, acusando-o de ser o responsável pelas atitudes de quase terrorismo a que vamos assistindo, desde há 3 anos.


 


Apenas um dia depois, os anunciadores da provocação são desmentidos por membros do mesmo governo.


 


António José Seguro esfrangalha o PS e qualquer hipótese de haver uma oposição credível, mobilizadora e ganhadora das próximas eleições legislativas, com uma cegueira política que só agrava a sua débil liderança, acusando António Costa de traição e oportunismo, em vez de, o mais rapidamente possível, clarificar a situação – demitindo-se e convocando eleições dentro do partido.


 


Entretanto há uma demissão em bloco dos Directores dos Serviços do Hospital de São João e a Administração compreende e está solidária mas… também se demitiu ou não? Porque se compreende e está solidária com os motivos das demissões - a qualidade na prestação de cuidados de saúde à população estar em risco – eu é que não compreendo a postura da Administração nem a falta de reacção do Ministério da Saúde.


 


Bem, na verdade eu não entendo absolutamente nada do que se está a passar.

João e Maria

É difícil escolher uma canção, de tantas e tão maravilhosas com que Chico Buarque nos tem presenciado.


 


Muitos e muitos parabéns para um dos grandes autores de música brasileira. Fica uma.


 






Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês


 


Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país


 


Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido


 


Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?


40 anos de Abril na Saúde


 


 

16 junho 2014

Menos ais


 


Nada de queixas nem desculpas. Toaca a jogar como deve ser contra os Yankees.


 


Ainda há muita bola, convém que haja também pernas, vontade e brio.


 


Tudo e todos a torcer!

Das campanhas negras

 



 


Regressaram as notícias das corrupções de Sócrates. A direita tem receio de que alguma coisa comece a mexer, no PS.

15 junho 2014

Do desespero

Alberto Martins quer uma coligação com o PCP e o BE - a sério?


 


Com os mesmos partidos que consideram que o PS tem prosseguido, desde 1975, uma política de direita, de destruição do Estado Social e dos direitos dos trabalhadores?


 


Com os mesmos partidos que elegem o PS como um dos seus principais inimigos e que, sempre que consideram que isso serve os seus intentos particulares, se coligam com a direita para derrotar o PS, independentemente do que isso signifique para o Estado Social e os direitos dos trabalhadores?


 


Desespero, a quanto obrigas.

Da mediocridade reinante

É patética a figura de António José Seguro. Agarrado que nem uma lapa aos estatutos que impedem a disputa interna do seu lugar, arrasta-se penosamente, lançando veneno contra António Costa, esquecendo que vai estraçalhando o partido e o País. De uma coisa estamos certos - o PS com este líder está cada vez mais longe de uma vitória nas eleições legislativas.


 


António Costa tem resistido a responder no mesmo tom. Ainda bem. Que se demarque desta mediocridade imatura e infantil, desta péssima peça teatral em que ninguém acredita e em quem ninguém se revê.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...