
É preciso votar. Nas eleições europeias, nas legislativas, nas autárquicas, nas presidenciais, sempre. Não podemos deixar que os outros decidam por nós. A responsabilidade é nossa - de escolher ou de nos demitirmos de ter voz.
Se não concordamos com as posições dos partidos, podemos ir votar em branco. Se estamos tão zangados, podemos votar nulo, como voto de protesto. Se gostamos do governo, votamos nele. Se não gostamos do governo, votamos em qualquer dos outros partidos, contra o governo.
Não votar não afirma nem nega, apenas omite. A própria pessoa, o direito e o dever.
Posto isto, tenho pensado madura e persistentemente em quem votar nestas eleições. Não são eleições legislativas, pois não, mas terá que haver uma leitura nacional do resultado eleitoral, até porque este governo não se afirmou na Europa como representante de um País soberano nem lutou por regras diferentes. A oposição, mais precisamente o PS, não soube nem é capaz de mostrar o que poderia ter sido diferente, o que será diferente. Com este tipo de liderança, pobre, mole, vazia, sem chama nem vontade, António José Seguro está à espera que a crise e a incrível desfaçatez da maioria governamental lhe coloquem o poder nas mãos.
O PCP (CDU) e o BE, para além de terem sido objectivamente cúmplices desta maioria, rivalizam com a Aliança Portugal no conservadorismo e reaccionarismo.
Dos novos partidos, resta o LIVRE como hipótese, para o meu voto. Espero que os partidos do governo tenham uma estrondosa derrota, mas o PS merece uma derrota não menos estrondosa. António José Seguro tem que ser rapidamente substituído, e o eleitorado é quem tem que lho dizer. Porque se isso não acontece, teremos António José Seguro como Primeiro-Ministro em 2015, se é que consegue ganhar as eleições.
Continuarei a pensar maduramente no assunto, até ao momento do voto. Mas seja aonde for, no que for, ou sem ser, uma coisa é certa:
No Domingo irei votar!