23 maio 2014

Antes da reflexão

 



 


Antes da reflexão agendada para o dia de amanhã, antes do dia da agendada votação para o Parlamento Europeu, aquele grupo de países que são iguais mas que há uns que são mais iguais que outros, antes de não se poder dizer em quem se vota, antes de ser irreversível e definitiva a nossa decisão, antes de colocar a tal cruzinha, solene e aplicadamente, como sempre nos dias de celebração democrática, vou declarar a minha intenção:


 


Voto livremente no LIVRE.


 


Voto contra este governo e a favor de uma Europa diferente.


 


Acham um disparate? Pois muito bem, votem então noutro partido, mas votem. Votar é preciso.


 

21 maio 2014

Votar - sempre, sempre - votar

 



 


É preciso votar. Nas eleições europeias, nas legislativas, nas autárquicas, nas presidenciais, sempre. Não podemos deixar que os outros decidam por nós. A responsabilidade é nossa - de escolher ou de nos demitirmos de ter voz.


 


Se não concordamos com as posições dos partidos, podemos ir votar em branco. Se estamos tão zangados, podemos votar nulo, como voto de protesto. Se gostamos do governo, votamos nele. Se não gostamos do governo, votamos em qualquer dos outros partidos, contra o governo.


 


Não votar não afirma nem nega, apenas omite. A própria pessoa, o direito e o dever.


 


Posto isto, tenho pensado madura e persistentemente em quem votar nestas eleições. Não são eleições legislativas, pois não, mas terá que haver uma leitura nacional do resultado eleitoral, até porque este governo não se afirmou na Europa como representante de um País soberano nem lutou por regras diferentes. A oposição, mais precisamente o PS, não soube nem é capaz de mostrar o que poderia ter sido diferente, o que será diferente. Com este tipo de liderança, pobre, mole, vazia, sem chama nem vontade, António José Seguro está à espera que a crise e a incrível desfaçatez da maioria governamental lhe coloquem o poder nas mãos.


 


O PCP (CDU) e o BE, para além de terem sido objectivamente cúmplices desta maioria, rivalizam com a Aliança Portugal no conservadorismo e reaccionarismo.


 


Dos novos partidos, resta o LIVRE como hipótese, para o meu voto. Espero que os partidos do governo tenham uma estrondosa derrota, mas o PS merece uma derrota não menos estrondosa. António José Seguro tem que ser rapidamente substituído, e o eleitorado é quem tem que lho dizer. Porque se isso não acontece, teremos António José Seguro como Primeiro-Ministro em 2015, se é que consegue ganhar as eleições.


 


Continuarei a pensar maduramente no assunto, até ao momento do voto. Mas seja aonde for, no que for, ou sem ser, uma coisa é certa:


 


No Domingo irei votar!


 

Premio Príncipe de Asturias de Comunicación y Humanidades 2014

 



 


Faz 50 anos


Quino tem 81


Parabéns aos dois


E obrigada!


 

19 maio 2014

Unsere Mütter, unsere Väter (Nossas mães, nossos pais)

 



 


Esta série de 2013 foi mais uma oferta de Natal. É a história de 5 amigos e o que lhes acontece durante a guerra. É uma visão alemã da 2ª Guerra Mundial, o que, pelo menos para mim, é uma novidade. Centra-se predominantemente na frente russa, onde alguns dos protagonistas prestam serviço. Crua, seca, bem filmada, mostra como somos verdadeiramente iguais, independentemente da língua que falamos ou do país em que nascemos. As dores e as alegrias, o horror e o poder, tudo igual em qualquer lado do mundo, com qualquer ser humano.


 



 

17 maio 2014

The Bletchley Circle

 



 


E para continuar em modo de celebração, nada melhor que um excelente thriller, à boa moda inglesa - The Bletchley Circle. Quatro mulheres que trabalharam na descodificação dos códigos de comunicação alemães, durante a II Guerra Mundial, encontram-se 7 anos depois para descobrirem um serial killer.


 


Britânica, com o rigor, a maravilhosa interpretação e a sobriedade das séries inglesas, foram 3 episódios que souberam a muito pouco. Para além disso, fiquei a saber o que era o Bletchley Park e como trabalharam tantos homens e mulheres a quem o mundo ficou a dever a vitória da liberdade e da democracia.


 



 

A nós

 



Picasso


 


Alguém de quem eu gosto muito, e que nunca se esquece de algumas datas especiais, disse-me ontem que já tenho mais anos de casada do que de solteira.


 


Já são muitos os anos, de facto. E mesmo sem a pompa e a circunstância dos votos matrimoniais ritualizados perante um qualquer ser divino, vamos renovando o carinho e o amor mesmo sem querermos, diariamente, com as mãos que se encostam, com as cumplicidades dos dias claros e a sabedoria dos dias escuros, com a privacidade e a intimidade de quem se gosta e se vai conhecendo, num mundo de partilha e de fragmentos de felicidade.


 


Ontem lá fomos degustar o menu de 5 sabores da Tasca da Esquina, reboludos burgueses de meia idade, que ainda se não cansaram da mútua companhia. Bom vinho, farófias e mousse de chocolate, uma mesa pequena e elegante, numa sala pequena e recheada de turistas. Noite amena e de primavera, como são aquelas em que brindamos a nós.


 

Chuva

 



 


Tiago Taron


 


 


Olho para os anos que passei em constante aprendizagem, mudança e determinação, em todos os que comigo partilharam tanto bons como maus momentos, todos intensamente vividos, em gargalhadas, irritações, desesperos e emoções, abraços e gelo, cumplicidade e carinhos de quem está sempre disponível para servir.


 


Ciclos que se abrem e fecham fazem da minha vida um carrossel permanente. Às vezes nem sei o que me leva para os caminhos que percorro, mas tenho tido a sorte, a felicidade e o privilégio de amar e ser amada, que é mesmo o melhor de tudo. Obrigada pela confiança, entrega, exigência e persistente desafio, que preencheram cada momento e o tornaram especial e único, como só os tesouros o são.


 





Chuva


Mariza


Jorge Fernando


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...