Já toda a gente esperava esta decisão do TC. Esta chamada convergência das pensões não converge nada, apenas confisca, ou rouba. Os Mercados também esperavam e, na verdade, nem sequer querem saber.
A quem quer ainda Passos Coelho enganar?
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Já toda a gente esperava esta decisão do TC. Esta chamada convergência das pensões não converge nada, apenas confisca, ou rouba. Os Mercados também esperavam e, na verdade, nem sequer querem saber.
A quem quer ainda Passos Coelho enganar?
Procuro a balada lenta
nesta noite abençoada,
no centro de uma tormenta
a bonança aconchegada.
Centramos as nossas vidas
na mesa da consoada,
lá fora há mãos estendidas
e sonhos sem alvorada.
Não sei se é o destino
que abre as portas à luz,
nem sei se um pobre menino
se chama sempre Jesus.
Mas sei que brilha uma chama
que desafia a razão:
é o calor de quem ama
e arde na solidão.
Fiquei hoje a saber que António José Seguro é contra esta prova de avaliação dos professores.
O que não sei é se António José Seguro acha que há professores a mais na escola pública ou não; se é a favor da escola a tempo inteiro, do ensino obrigatório do inglês, qual o número máximo de alunos por turma que considera ideal; não sei o que António José Seguro pensa sobre o acesso à carreira docente, como se deve estruturar e como se deve ser feita a avaliação do desempenho dos docentes para subida na carreira.
É que eu estou de acordo com a restrição do acesso à carreira docente da escola pública para quem mostre melhor capacidade e maior empenho em ensinar. Aliás como estou de acordo que o Estado restrinja o acesso à prestação do serviço público aos melhores, seja ele o ensino, a saúde, a justiça, a segurança. Também penso que este tipo de provas, apenas para quem tem menos de 5 anos, acaba por ser injusta para quem a faz, pois haverá sempre quem está de pedra e cal na profissão, há vários anos, que não tem condições para ensinar. Acabam por ser sempre os mais vulneráveis, neste caso quem é contratado, a ir para o desemprego.
Porque deixemo-nos de hipocrisias - esta prova apenas tem como objectivo dispensar professores. O estado não é uma agência de emprego, é verdade, mas tem obrigação de gerir os seus recursos humanos de forma a poder fornecer o melhor serviço com a maior qualidade. Mas essa qualidade será atingida com carreiras que premeiam o mérito, com avaliações justas e rigorosas, em que a competência e a motivação sejam os critérios primordiais para ascensão na carreira, com melhorias remuneratórias, obviamente.
Mas sobre esses assuntos não sei o que pensa António José Seguro, e o que faria diferente, perante as circunstâncias concretas. Provavelmente é porque ando muito distraída.
Mísia
Lídia Jorge & Armandinho
Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada
Voltaste, já voltaste
Já entras como sempre
Abrandas os teus passos
E paras no tapete
Então que uma luz arda
E assim o fogo aqueça
Os dedos bem unidos
Movidos pela pressa
Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada
Voltaste, já voltei
Também cheia de pressa
De dar-te, na parede
O beijo que me peças
Então que a sombra agite
E assim a imagem faça
Os rostos de nós dois
Tocados pela graça.
Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada
Amor, o que será
Mais certo que o futuro
Se nele é para habitar
A escolha do mais puro
Já fuma o nosso fumo
Já sobra a nossa manta
Já veio o nosso sono
Fechar-nos a garganta
Então que os cílios olhem
E assim a casa seja
A árvore do Outono
Coberta de cereja.
Estamos inundados de gente que espreita pelos buracos das fechaduras, que escuta às portas fechadas e que publica conversas privadas, sem que a sociedade sancione este tipo de comportamentos. Pelo contrário, quem são desfeitas na praça pública são as vítimas destas constantes violações de privacidade, mascaradas de informação e trabalho jornalístico.
Ao contrário do que aconteceu, a publicação dos comentários do Primeiro-ministro Checo deveria ter sido unanimemente condenada. Em vez disso é manchete de jornais e de televisões, tendo-se tornado viral na internet.
Vários foram os textos e os posts que li sobre o PISA 2012. No entanto não ouvi nem li qualquer comentário do Ministro Nuno Crato sobre o mesmo quando, há poucos anos, se servia desta mesma organização para demonstrar como no ensino público imperava o facilitismo, como criava indigentes mentais e incompetentes, como certificava adultos sem qualquer conhecimento, apenas para melhorar as estatísticas. Isto, claro, predominantemente sob a batuta dos governos socialistas, em especial dos de Sócrates – nunca nos esqueçamos do que se disse e escreveu sobre o programa Novas Oportunidades, o ensino de Inglês, a aposta na Matemática, a Escola a tempo inteiro, a tentativa de valorização da carreira docente com a avaliação do desempenho, os computadores Magalhães, o programa de renovação das estruturas escolares, o encerramento das escolas com muito poucos alunos,etc.
Este Ministério resolveu desfazer tudo o que estava a ser feito. A avaliação das políticas implementadas era obrigatória, tal como a correcção do que correu mal. Mas o que se constata é que, por motivos ideológicos, como em muitas outras áreas, destruiu-se o que estava a resultar.
O mais triste é que António José Seguro anda tão distraído como o Ministro Crato. Quando a oposição em peso denegria o trabalho de Maria de Lurdes Rodrigues muitos houve, dentro do PS, que compreendiam muito bem as indignações de Mário Nogueira e da FENPROF; que, demagogicamente, se juntaram ao coro de carpideiras e de revolucionários de bancada para impedir que as reformas avançassem.
O que mais me preocupa é o tempo que se perdeu, o que significa de desperdício a regressão e a destruição do que foi uma verdadeira aposta na qualificação e no desenvolvimento do país. O que mais me preocupa, é a inqualificável irresponsabilidade destes governantes e destas oposições sem nenhuma visão, estratégia ou ideia para o futuro.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...