06 outubro 2013

Insustentável

 



 


A situação do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros é cada vez mais insustentável, diminui o prestígio de Portugal e apouca os seus cidadãos, colocando-os numa posição de subalternidade em ralação a Angola.


 


Rui Machete diz-se e desdiz-se a toda a hora, desrespeitando as suas funções e o seu país. O Primeiro-ministro aceita e colabora com esta situação. O Presidente assume a pose de Pilatos e assim continuamos.


 


Estas Instituições nacionais demonstram, quase diariamente, não estarem à altura das suas funções nem do povo que representam.


 

05 outubro 2013

A derrota da crise (15)

 



As Centenárias


Newton Moreno 
Teatro Meridional
Estreia a  17 de Outubro

Res Publica

 



 


Hoje é dia 5 de Outubro, dia em que se celebra a implantação da República.


 


A República dos nossos dias tem um Presidente que conseguiu desvirtuar o seu cargo de tal forma que o desrespeito pelos símbolos nacionais, sendo ele um deles, marca presença nas manifestações.


 


Há falta de liderança nas instituições democráticas. A linguagem dos governantes, portugueses e europeus, a falta de cultura democrática, a incapacidade de conhecer o passado para entender o futuro, tudo nos arrasta, a nós e ao mito europeu, para a derrocada.


 


A ditadura da crise, a manipulação das opiniões públicas e a constante ameaça aos cidadãos, o susto permanente e a insegurança da sua vida, faz com que a luta pela sobrevivência ocupe a totalidade da existência.


 


Mas a dignidade dos cidadãos pode levantar a revolta surda que todos sentimos. A democracia e o contrato social, rasgados pelos desmandos de entidades sem rosto e com os seus porta-vozes quase sempre acéfalos, são ainda o dique que impede a inundação.


 


Durão Barroso, Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas, Rui Machete, Maria Luís Albuquerque, Vítor Gaspar, Nuno Crato, Carlos Moedas, António Borges, Poiares Maduro, Pedro Lomba, Marco António Costa, Mota Soares, Eduardo Catroga, tantos e tantos outros que foram e são cúmplices desta orgia de depressão contínua a que condenam os seus concidadãos, sem qualquer respeito ou discrição, juntamente com António José Seguro, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa, tantos e tantos outros que arredondam os discursos para disfarçar o vazio das suas propostas, são protagonistas de um tempo que se degrada e não acaba.


 


E nós, todos nós que assistimos em catalepsia ao colapso de um projecto que manteve a paz na Europa durante décadas, não sabemos o que fazer e como poderemos ser o motor da mudança.


 


Viva a República. Pelo menos mantenhamos presente o seu significado, mesmo que apenas dentro desta tristeza cinzenta e fosca que atravessamos.


 


Vivam a liberdade, a democracia e o sentido da causa pública.

30 setembro 2013

Um dia como os outros (134)

 



Segundo o site do MJ, estão 3021 freguesias contabilizadas de 3092. PSD e CDS, os partidos de governo, somam, para todas as listas em que entraram isolados ou em conjunto, 34,9%. Isto representa uma perda de 15,4 pontos em relação aos resultados das legislativas de 2011. São perdas na ordem das sofridas pelo PSD nas autárquicas de 1989 e 1993, as maiores de sempre sofridas por partidos do governo em autárquicas.
Neste momento, de 282 câmaras já decididas, 136 para o PS, 100 para o PSD, 30 para a CDU, 5 para o CDS e 11 para independentes. O PS tem 48% das câmaras atribuidas, superando o seu máximo desde 1976. O PSD tem 35%, pior que em 1989, ou seja, o pior resultado de sempre. CDU e CDS têm os melhores resultados, deste ponto de vista, desde 1997.
Dos 20 municípios mais populosos do país, representando 38.5% da população, o PSD tinha 8 câmaras e passou para 5; o PS tinha 8 e passou para 9; CDU tinha 2 e passou para 3; havia 2 independentes, agora há 3.




Pedro Magalhães



Dos ganhos e das perdas

 


Têm-se multiplicado as explicações oficiais de como, afinal, não foi assim tão grande a derrota do PSD.


 


Foi mesmo uma colossal derrota. Perdeu câmaras, perdeu votos, perdeu apostas em câmaras emblemáticas e importantes, perdeu por más escolhas, perdeu porque tinha que perder.


 


O PS ganhou muito mais do que eu esperaria que ganhasse. Ainda bem, pois é indispensável que se afirme como uma força política alternativa. Também não faltaram explicações de como, afinal, não tinha sido uma vitória assim tão completa.


 


Foi mesmo uma grande vitória, sem brilho nem glória para António José Seguro, que até na hora de cantar os feitos se apaga, sem conseguir mobilizar os descontentes ou até os já rendidos.


 


Foi também uma grande noite para o PCP e uma negríssima noite para o BE, que se relegou à sua insignificância. Em Oeiras, o espelho de uma sociedade que acha que os meios justificam os fins.


 


O CDS lá se aguentou, bastante melhor do que merecia. o que não augura nada de bom para a saúde da coligação.


 


António Costa continua a corporizar a esperança de quem votou em Lisboa e de quem, em todo o resto do país, votou contra esta maioria que nos governa.


 


Correu bem. Falta a vaga de fundo apra mudar as coisas dentro do PS. Porque dentro do PSD vão mudar. Rui Rio já se perfila e a solidão de Passos Coelho é bem evidente.


 

28 setembro 2013

Votar

 



 


Não sabemos em quem votar. Não vemos alternativas nem soluções. Todos os dias somos inundados de notícias que nos mostram o regime como um manancial de corrupção, compadrio e injustiças. Todos os dias rangemos a raiva e a revolta. Não compreendemos o que nos arrasta para o fundo, o que nos acontece em termos nacionais e internacionais. O desenvolvimento está a regredir, a Europa é cada vez mais um mito. Amanhã é domingo, vai estar a chover e a ventar. É dos poucos dias em que podemos estar em casa, a trabalhar ou a descansar, mas connosco.


 


Como resolver este dilema? Para que temos nós este dever e este direito que estamos tão relutantes em exercer?


 


Talvez porque, se o não fizermos, estamos a abrir caminho a quem acabe com esse direito e com esse dever. Porque é a nossa vez de dizer o que queremos, ou o que não queremos, ou o que quereríamos. Porque também temos que assumir a responsabilidade de participar na vida deste país. Porque em vez de falarmos da sociedade civil, como se ela fosse exterior a nós, é essencial que compreendamos que nós formamos, que nós somos a sociedade civil.


 


Porque ser cidadão é ser-se revolucionariamente democrático, é escolher, tomar decisões, é eleger e ser eleito. Não há maior conforto que o sabermos que a nossa voz é ouvida. Não a dos que têm força, a dos que têm poder, a dos que gritam ou marcham. Desses também, mas em dia de eleições cada um dos votos vale exactamente o mesmo. É um exercício de igualdade. E os votos juntos valem a afirmação de uma comunidade.


 


Amanhã é dia de eleições. Há que votar, sempre, com a alegria de quem se manifesta e é livre.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...