09 março 2013

Agression

 




 

Baltimore

 



 Baltimore Inner Harbor


 



 The Baltimore Convention Center


 



Barnes & Noble


 



 Hard Rock Cafe


 



Star Spangled Banner Flag


 



Mary Young Pickersgill


 


O say can you see by the dawn's early light,
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming,
Whose broad stripes and bright stars through the perilous fight,
O'er the ramparts we watched, were so gallantly streaming?
And the rockets' red glare, the bombs bursting in air,
Gave proof through the night that our flag was still there;
O say does that star-spangled banner yet wave,
O'er the land of the free and the home of the brave?

On the shore dimly seen through the mists of the deep,
Where the foe's haughty host in dread silence reposes,
What is that which the breeze, o'er the towering steep,
As it fitfully blows, half conceals, half discloses?
Now it catches the gleam of the morning's first beam,
In full glory reflected now shines in the stream:
'Tis the star-spangled banner, O! long may it wave
O'er the land of the free and the home of the brave.

And where is that band who so vauntingly swore
That the havoc of war and the battle's confusion,
A home and a country, should leave us no more?
Their blood has washed out their foul footsteps' pollution.
No refuge could save the hireling and slave
From the terror of flight, or the gloom of the grave:
And the star-spangled banner in triumph doth wave,
O'er the land of the free and the home of the brave.

O thus be it ever, when freemen shall stand
Between their loved home and the war's desolation.
Blest with vict'ry and peace, may the Heav'n rescued land
Praise the Power that hath made and preserved us a nation!
Then conquer we must, when our cause it is just,
And this be our motto: "In God is our trust."
And the star-spangled banner in triumph shall wave
O'er the land of the free and the home of the brave!


 


Francis Scott Key 


  



Gretchen Feldman


American Visionary Art Museum


 



Maryland Crab-Cakes


 



Phaze 10


 

26 fevereiro 2013

A democracia e Os Mercados

 


A democracia é um enorme problema. Principalmente nesta Europa imperial.


 

Bom sinal

 


Tenho sido muito crítica de António José Seguro. Mas a verdade é que ultimamente tem tido iniciativa política, marcando a agenda e mostrando à troika que pode ser alternativa.


 


A carta enviada aos representantes do FMI, BCE e CE, seguida das conversas com os parceiros sociais, falando directamente com os decisores externos e com as forças da tão falada sociedade civil, são um bom sinal.


 


Espero que continuem estes bons sinais, porque todos os outros são deprimentes.


 

24 fevereiro 2013

A noite passada

 



Sérgio Godinho

 


 


A noite passada acordei com o teu beijo


descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo


vinhas numa barca que não vi passar


corri pela margem até à beira do mar


até que te vi num castelo de areia


cantavas "sou gaivota e fui sereia"


ri-me de ti "então porque não voas?"


e então tu olhaste


depois sorriste


abriste a janela e voaste


 


A noite passada fui passear no mar


a viola irmã cuidou de me arrastar


chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo


olhei para baixo dormias lá no fundo


faltou-me o pé senti que me afundava


por entre as algas teu cabelo boiava


a lua cheia escureceu nas águas


e então falámos


e então dissemos


aqui vivemos muitos anos


 


A noite passada um paredão ruiu


pela fresta aberta o meu peito fugiu


estavas do outro lado a tricotar janelas


vias-me em segredo ao debruçar-te nelas


cheguei-me a ti disse baixinho "olá",


toquei-te no ombro e a marca ficou lá


o sol inteiro caiu entre os montes


e então olhaste


depois sorriste


disseste "ainda bem que voltaste"


 

Casa de feno

 


Convidei para o jantar... um poema


 


 


 


 


 


Havia rumor de passos de vozes ranger de tábuas


entre as rosas mistura de cheiros acres e baunilha.


Havia olhares prolongados de privações


anos de chão raspado por joelhos macerados.


Havia mãos diligentes que batiam ovos


zelosamente guardados em quartos de verão.


Infâncias de memórias casas de ventos


onde se depositam amenas tardes de feno.


 


 


Suspiro com leite-creme de beterraba e chocolate


 


O suspiro:


Batem-se 8 claras com uma pitada de sal em castelo bem firme, e juntam-se 400g de açúcar batendo sempre, durante mais um pouco, até ficar um creme branco e espesso. Espalha-se num tabuleiro e leva-se ao forno lento até cozer.


 


O leite-creme de beterraba e chocolate:


Cozem-se 200g de beterraba descascada e aos bocados em água, com raspa de 1 limão e de 1/2 laranja e 1 vagem de baunilha (aberta, raspada e cortada aos pedaços); depois de cozida escorre-se, retira-se a vagem da baunilha e reduz-se a puré (com a varinha mágica) juntamente com 1/2l de leite que, entretanto, ferveu com outra vagem de baunilha e 200g de chocolate preto (de culinária), cortado aos bocadinhos para ir derretendo. À parte misturam-se 8 gemas com 300g de açúcar, 2 colheres de sopa rasas de farinha e, a pouco e pouco, o restante 1/2 litro de leite. Côa-se o leite com a beterraba e leva-se ao lume, juntando com cuidado a restante mistura do leite, ovos, açúcar, farinha e leite. Deixa-se no lume até engrossar, torna-se a coar e está pronto.


 


Serve-se o suspiro banhado em leite-creme de beterraba e chocolate.


 



 


Esta é uma homenagem à minha avó.


 

Eu, bonzo, me confesso

 



 


Dos comentários ouvido na TSF - Bloco Central e Governo Sombra - e na SIC-N - Eixo do Mal - cheguei a algumas conclusões revolucionárias, e que enformarão o meu viver democrático e republicano daqui em diante:



  1. Segundo Ricardo Araújo Pereira, os cidadãos podem impedir um ministro de falar, porque é ministro, mas os ministros não podem impedir os cidadãos de falar, porque isso é fascista - daqui se depreende que os ministros não são cidadãos.

  2. Segundo João Miguel Tavares, como Miguel Relvas já devia ter sido demitido, por indecente e má figura, obviamente que os cidadãos (que não Miguel Relvas ou qualquer outro ministro, não sei se outros detentores de cargos públicos também estão incluídos) têm todo o direito a insultá-lo e impedi-lo de falar. Esta tese é também defendida por Clara Ferreira Alves e, mais difusamente e menos claramente, por Pedro Marques Lopes, Pedro Adão e Silva, Daniel Oliveira e Luís Pedro Nunes. Claro que é injusto fazer o mesmo a Paulo Macedo, ninguém explicou bem porquê, nem quem é que decide tal coisa.

  3. Segundo Clara Ferreira Alves, todos os que não apoiam nem aceitam estas teses, são bonzos, e teriam muito que aprender com Bocage, Almeida Garrett, Alexandre O´Neill e Natália Correia. Ela não, que já aprendeu tudo e, pelo contrário, tem muito a ensinar sobre liberdade e democracia mas, principalmente sobre cultura, toda ela, desde histórica a política, com especial ênfase na literária e, como pano de fundo, sobre a cultura da revolução permanente e formas de protesto renovadamente esclarecidas.


Daqui depreendo que a lei é variavelmente aplicável consoante se é Relvas, Paulo Macedo, Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, Vítor Gaspar, João Semedo, Carlos Carvalhas, Jerónimo de Sousa, Ana Avoila, ou até Clara Ferreira Alves, Pedro Adão e Silva, Pedro Marques Lopes, João Miguel Tavares, Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes, Ricardo Araújo Pereira, Pacheco Pereira e muitos outros. Daqui depreendo que Miguel Relvas não conhece limites, mas que todos estes mentores das liberdades criativas sabem quais são os de Miguel Relvas mas não os deles.


 


Por isso visto a camisola de bonzo que se me cola à pele e que Clara Ferreira Alves tão apropriadamente desmascarou.


 


A partir de agora sempre que todos estes oradores aparecerem em conferências, lançamentos de livros, inaugurações de eventos ou quaisquer outras situações, é perfeitamente normal e até saudável, cantar, gritar, insultar, e até atirar ovos podres, visto que isso não belisca minimamente a liberdade de expressão de nenhum deles e é um direito que todos nós temos. A não ser que eles sejam cidadãos, e nós não. Ou é ao contrário?


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...