09 dezembro 2012

Azáfama pré-natalícia

 



Recuperação do tempo perdido - grande azáfama da Irmandade do Avental - foi a vez do doce de abóbora. Este ano não ficou a macerar de um dia para o outro. Só hoje houve tempo e paciência para atacar a abóbora, que rendeu 3 quilos para o doce e mais um saco dela para congelar. Juntei canela em pau (2/Kg), sumo de lima (não havia limões - 2/Kg) e cravinhos (2/Kg), para além do açúcar, claro. No fim - nozes partidas aos bocadinhos. Está maravilhosa.


 


Ainda produzimos 2 tortas (foi tudo aos pares) com recheio de geleia de marmelo e iogurtes magros de café e canela. A torta fez-se batendo 3 ovos com 150g de açúcar até duplicar o volume da massa; juntámos 75g de farinha e foi a cozer num tabuleiro previamente untado com margarina e polvilhado com farinha, durante 10 minutos, em forno médio.


 


Os iogurtes de café resultaram de uma ideia que me deram outro dia. Segui os passos destas receitas:




  • 1l leite magro (do dia)


  • 2 colheres sopa leite em pó, magro

  • 200g de iogurte natural, magro, sem açúcar (o do Continente é o melhor)

  • 2 saquetas de café instantâneo

  • 1 pau de canela


Fervi 1/2 l do leite com o café e o pau de canela; misturei depois o leite frio e juntei aos iogurtes e ao leite em pó. Deitei tudo nos copinhos da iogurteira que liguei durante 12 horas - vou consumir amanhã, depois de gelarem no frigorífico.


 


Para o próximo fim-de-semana estão programados os licores. Depois do engarrafamento, impressão e colagem de rótulos, tudo estará pronto para as festividades da época.


 



 

08 dezembro 2012

Clima totalitário

 


O que mais impressiona é o clima de perseguição que se instalou na sociedade portuguesa. As notícias dos milhões que alguns ganham e gastam, o apelo à inveja mais mesquinha, o incentivo ao espionar os vícios, pecadilhos e inconsistências de cada um, o insulto permanente aos servidores públicos, a tentativa de criminalização de opções políticas, tudo são razões para destruir pessoas, instituições, ideias.


 


O gozo com que se fala do fato de Guterres ter assumido a responsabilidade por erros durante a sua governação, convidando anteriores governantes a expiarem em público os seus pecados, é assustador e faz lembrar as reeducações dos cidadãos nos antigos países comunistas. A voragem com que se julgam as políticas que olham para o estado como garante de serviços públicos é assustadora.


 


Ainda ontem ouvi um responsável político dizer, com uma voz de evidência absoluta, que não se pode investir em mais linhas de metro no Porto porque a empresa é deficitária. Tudo o que significou em termos de qualidade de vida da população, que tem melhor serviço de transporte, a requalificação urbana a que se assistiu, nada disso é tido em conta. Tal como a destruição do que foi a política de requalificação das escolas, verdadeiramente deprimente.


 


Todos os motivos servem para fazer crer às pessoas que não têm direito a transportes rápidos e de qualidade, a estradas seguras que permitam rápidas ligações terrestres, escolas confortáveis, seguras, agradáveis e estimulantes, centros de saúde e hospitais onde se tratem os doentes com qualidade e dignidade, reformas que permitam uma vida acima do limiar de pobreza.


 


O que mais impressiona é termos governantes que consideram óbvia a necessidade de não se responsabilizarem, enquanto representantes eleitos, pelo bem-estar dos seus concidadãos.


 

02 dezembro 2012

Marmelada com jeropiga

 



 


Com tanto atraso, já só sobrou quilo e meio de marmelos, depois de devidamente lavados, descascados e dessementados. Cozidos em jeropiga, transformados em puré e misturados com o mesmo peso em açúcar, assim se degustou a marmelada resultante, depois de fervilhar por meia horita no tacho, afanosamente mexido com a colher de pau, para não deixar queimar. Está vermelha escura, como convém, com uma textura granulosa e consistência suficiente para não babar o pão ou as bolachas (ou o queijo, ou simplesmente e só a ela própria).


 


As cascas e as sementes, já devidamente amolecidas durante horas em água a ferver, aguardam a filtração e ponto com açúcar (1l de líquido/1kg de açúcar), para a famosa geleia de marmelo.


 


A abóbora, ou deverei dizer as abóboras, espreitam o próximo feriado de 8 de Dezembro (que não sei se é feriado ou se já foi e nunca mais será, mas sei que é sábado). São enormes e prometem um fim-de-semana em cheio. Vou dar tratos à imaginação para inventar um doce de abóbora diferente para este ano.


 

Uma estrelinha que os guie

 



 


Este é o tema a que não é possível fugir, neste Natal de 2012. Como sempre a Barbearia cá do bairro está atenta e disponível para angariar vontades e promover os debates necessários, em sede natalícia, entre tesouradas e aparadelas capilares.


 


Aqui vai o contributo deste Quadrado, que fornece bastão e o monograma, infelizmente em desuso.


 


Boa sorte e que se encontre a estrela guia.


 

29 novembro 2012

Opções políticas

 


As declarações de Passos Coelho, na entrevista, não são mais do que a afirmação de uma opção política por outro tipo de organização social. Tudo o que tem sido repetido em relação à insustentabilidade das funções sociais do estado, pelo depauperamento do mesmo (cuja responsabilidade foi e é dos governos do PS, como ainda alguns defendem, nomeadamente José Gomes Ferreira), foi apenas a preparação para a implementação de um estado mínimo e não interventor, deixando de ter um papel na garantia da equidade e da igualdade de acesso à educação, à saúde e no combate à pobreza.


 


De certa forma têm razão aqueles que pedem ao Presidente da República que demita o governo, pois esta opção política não foi sufragada pelos cidadãos. Para isso também devem pedir novas eleições, em que a reforma das funções do estado seja debatida e todos possam votar em consciência. Só que o Presidente da República foi cúmplice da campanha negra a que assistimos antes das eleições de 2011, tendo participado activamente para o assalto ao poder por esta maioria.


 


Por outro lado, o líder do maior partido da oposição está tão preocupado em limpar-se de ter sido do PS na época dos governos de José Sócrates que não encontra espaço, imaginação ou capacidade para ter ideias e alternativas credíveis para o país. Também os partidos à sua esquerda já deixaram bem claro que o seu combate é contra o PS, não contra a maioria de direita que nos governa ou a favor de uma solução governativa de esquerda.


 


A entrevista foi uma tristeza. Ficamos a saber que teremos educação obrigatória em menos anos, pois a gratuitidade é só para o ensino básico, que o regime de prestações sociais vai ser reduzido, que vamos ter cada vez mais impostos e cada vez menos serviços públicos.


 


Economia aberta, ganhos de mercado – palavras vazias como vazias são as esperanças dos cidadãos.


 

27 novembro 2012

Demissão do PS

 


É difícil encarar as notícias do país. António José Seguro conduz uma oposição inqualificável. Na verdade não é oposição, é mesmo uma das estacas deste governo. Não há alternativa e o Presidente da República deixou de fazer parte do jogo político.


 


Até quando os socialistas se demitem de procurar um líder alternativo? Até quando se pode o Presidente alhear da situação do país?


 

25 novembro 2012

Dessas juras que se fazem


Né Ladeiras


 


Lara Li


 


Rui Veloso

 

 

Jura que não vais ter uma aventura


Dessas que acontecem numa altura


E depois se desvanecem


Sem lembrança boa ou má


E por isso mesmo se esquecem


 


Jura que se tiveres uma aventura


Vais contar uma mentira


Com cuidado e com ternura


Vais fazer uma pintura


Com uma tinta qualquer


Que o ciúme é queimadura


Que faz o coração sofrer


 


Jura que não vais ter uma aventura


Porque eu hei-de estar sempre à altura


De saber


Que a solidão é dura


E o amor é uma fervura


Que a saudade não segura


E a razão não serena


Mas jura que se tiver de ser


Ao menos que valha a pena


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...