
Em 5 de Outubro de 1910, uma minoria de revoltosos implantou a República Portuguesas. Como todas as revoluções foi feita por um grupo de intelectuais. O povo não teve nada a ver com isso. Tal como a revolução de 25 de Abril de 1974 em que o povo saiu à rua e vitoriou a revolução, mas não a fez.
Em 5 de Outubro de 2012 o hastear da bandeira ao contrário transforma-se no triste símbolo daquilo em que o país se tornou. Esta é a aflitiva realidade, em Portugal e na Europa. O Presidente da República, representante do país e do povo, por ele eleito, destruiu as funções de que esse mesmo povo o incumbiu. Há quem queira convencer a República que não tem dinheiro para obedecer ao Tribunal Constitucional, pelo que seria desejável eliminá-lo, que não tem dinheiro para pagar aos deputados da Assembleia, pelo que se deveria prescindir dela. Há quem ainda não o diga mas considere que a República não tem dinheiro para garantir os direitos, liberdades e garantias de uma democracia.
Em 5 de Outubro de 2012 o povo está arredado das comemorações da República, como afastado está da vida política. O povo tenta sobreviver e anseia por um novo grupo de gente com coragem e visão, que possa voltar a levantar hoje de novo, o esplendor de Portugal. As armas de que precisamos são a honestidade e o sentir do serviço público. Os canhões contra os quais marchamos são a mesquinhez, a pequenez, a desigualdade, o oportunismo, o descrédito, o pensamento único.
Em 5 de Outubro de 2012 é tempo de resistir e de gritar, mesmo que em silêncio: Viva a República!