Teresa Dias Coelho
Não te conheço as horas
os dias em que te debruças sobre o mar
em que as ondas esperam pelo teu olhar.
Não te respiro as fundas gotas de melancolia
que transportam as mãos nuas de vento
que inusitadamente ofereces a quem ama.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Teresa Dias Coelho
Não te conheço as horas
os dias em que te debruças sobre o mar
em que as ondas esperam pelo teu olhar.
Não te respiro as fundas gotas de melancolia
que transportam as mãos nuas de vento
que inusitadamente ofereces a quem ama.
Para além de várias outras nomeações, este filme ganhou distinguido como melhor documentário pelo Directors Guild of America Awards em 2010, melhor guião para documentário pelo Writers Guild of America Awards e o Óscar para melhor documentário em 2011.
No meio de tantos especialistas em economia e finanças, de tantos comentadores sobre os mercados, a crise, a bolha imobiliária, os subprimes, o capital, a esquerda e a direita, fazendo uma pesquisa pela internet, encontrei muito poucas referências o que, só de si, é mesmo muito significativo. Vi-o hoje e recomendo vivamente. Tal como Nicolau Santos, deveria ser objecto de estudo obrigatório.
A fina e quase invisível linha que separa a civilização da barbárie ficou bem patente ontem, com a promoção do Pingo-Doce.
Populações comprimidas com tanta falta de poder de compra, sem prever melhores tempos, tudo fazem para aproveitar as oportunidades. Mas a exploração do que de mais selvático e desumano há em cada um de nós e que se revela em situações de medo, foi exactamente o que o grupo Pingo-Doce fez, com evidentes objetivos comerciais e políticos – será que também vão propor o mesmo a 25 de Dezembro? Ou há feriados mais feriados que outros? Deveríamos ponderar seriamente o significado de certos símbolos na nossa sociedade actual. E quais os valores com que assumimos as nossas vidas e as nossas dificuldades.
É sempre humilhante confrontarmo-nos com o nosso lado animalesco. Como sociedade perdemos a dignidade.
Não tenho qualquer dúvida de que é necessário reorganizar e reformular o SNS. Mas o começo destas deveria ser a definição da política de saúde. Em que apostar, em que investir, o que é que se deve assegurar.
Para isso e constitucionalmente, não poderá haver dúvidas quanto à manutenção da universalidade da prestação de cuidados de saúde, à gratuitidade, mesmo que tendencial, e à garantia de acesso em igualdade para todos os cidadãos. No entanto essa regra constitucional deixou de ser cumprida quando se introduziram as recentes taxas moderadoras, que não têm como objectivo moderar o consumo mas criar pagamentos adicionais àqueles que já são efectuados através dos impostos. O SNS não pode ser uma espécie de seguro de saúde, cujos mínimos assegurados estão constantemente a mudar e sem que os cidadãos possam rever o pagamento à seguradora, neste caso o Estado.
O aumento do número de isenções do pagamento das taxas não ilude a questão nem melhora ou garante a acessibilidade ao sistema. Mascara aquilo em que se tornou o direito à saúde – uma esmola do Estado para quem é pobre, essa palavra com que se apelida e se marginaliza uma faixa cada vez maior da população.
Taxar actos médicos que não dependem da decisão dos doentes, não dando aos mesmos a possibilidade de os negarem, é uma prepotência inaceitável, já para não falar dos problemas éticos que se colocam aos profissionais de saúde. Foi assim com Correia de Campos quando resolveu introduzir taxas moderadoras nas cirurgias, é assim com o pagamento de taxas moderadoras por tudo e por cada uma/um das consultas, cirurgias, meios complementares de diagnóstico, técnicas adicionais, tratamentos, etc.
O que neste momento está em causa não á a racionalização e optimização dos recursos do país, mas o acabar de uma conquista civilizacional que o estado social conseguiu e que, entre nós, foi possível após o 25 de Abril. Em tempo de grandes dificuldades económicas para a grande maioria da população, a assistência na saúde deixou de estar assegurada. Foi reposta a situação existente antes do advento da democracia – a saúde é só para quem a pode pagar.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...