24 dezembro 2011

Natal de esquerda

 



 


Em minha casa discute-se se tratar das couves é de esquerda ou de direita. É claro que quem defende ser de esquerda declama quadras de Manuel Alegre, com uma voz que imita a de Manuel Alegre, ribombando pela sala.


 


Pois eu já tratei das rabanadas e da aletria, sempre com uma atitude combativa e interventiva, de esquerda portanto, e agora estou a intervalar, numa cedência descarada e anti-revolucionária à direita.


 


Mas como o bacalhau, o grão e as batatas esperam a sua vez, vou permitir-me esta escapadela, desejando a todos os que costumam passar por aqui a alegria pura de estar com quem se gosta.


 


Divirtam-se, o mais que puderem.


 

23 dezembro 2011

Boas festas

 



 


Os dias regressam iguais e diferentes de branco e verde


entre o calor do mundo que nos falta


há em nós rituais imensos de sonho e melancolia


que refazem a vida por mais um ano.


 

Estou em ânsias

 



 


 


A época natalícia torna-se ainda mais difícil quando nos confrontamos com as Boas-Festas do nosso Presidente, ou mais precisamente, do Casal Presidencial, porque agora temos direito a mensagem do Próprio e da sua Esposa, e com as Boas-Festas de António José Seguro.


 


O Casal à frente de um presépio e o Opositor ao lado de uma árvore de Natal, é quase um Carnaval antes do tempo, mas do lado mais negro, ou mais pequeno, de pequenino, de... como é possível?


 



 


Falta a mensagem do Primeiro-ministro. Estou em ânsias.


 

21 dezembro 2011

No One But You


The Goat Rodeo Sessions


 

Escrevendo

 



Brion Gysin


 


Nada como ir escrevendo os dias


palavras sem medo nem esperança


que o silêncio instalado assobia entre os dedos


e o amor que segredamos respira-se por dentro.  


19 dezembro 2011

Este país não é para nós

 


A falta de preparação política do Primeiro-ministro em particular e do governo em geral, é assustadora. No meio de uma crise como esta, temos um governo que em vez de incentivar a população, dar-lhe confiança e incutir alguma esperança, a aconselha a emigrar.


 


A tristeza alastra e o encolher de ombros aumenta. Ninguém liga ao espectáculo dos (i)responsáveis e a revolta vai alastrando de uma forma larvar. À medida da cobardia, começamos a ter manifestações de vandalismo a coberto de pseudo-luta, como o que se está a passar no Algarve, com a destruição sistemática dos equipamentos para cobrança de portagens e como a pirataria informática.


 


Sem ideias e nada que as motive, vai engrossando o volume dos que, caso apareça um salvador, não quererão mais a democracia e a liberdade, mas a miragem da ordem e do respeitinho, alguma coisa que os poupe da miséria total e que lhe dê algum conforto. Infelizmente há muitos tipos de miséria e a deste governo é a cegueira ideológica.


 


Depressa e em força, para Angola, Moçambique, Brasil... Portugal não serve para os portugueses.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...