06 junho 2011

Um dia como os outros (89)


(...) 8. Entretanto, todos os grandes debates estão por fazer. Nada há que se possa fazer numa óptica puramente nacional, todos os debates são europeus, todas as possibilidades de acção consequente estão ao nível europeu. Ora, o próximo governo PSD/CDS será o governo dos amigos da senhora Merkel, que só tem dados tiros no pé da Europa desde que a crise começou. O PCP e o BE continuam a ser, fundamentalmente, partidos anti-europeus, incapazes de pensar a nível global e sem qualquer contribuição prática para mobilizar forças progressistas na Europa para uma governação alternativa (continuando a deixar escapar os descontentamentos para o Rossio e outras praças inorgânicas). O PS, com os socialistas europeus, é – são – hoje, a nível internacional, um cão que ladra mas não morde: estão na oposição em praticamente todos os países europeus.

9. De todos os modos, espero sinceramente que toda a classe política tenha aprendido alguma coisa com os últimos anos. A classe política formal e a classe política escondida: no final do discurso de Sócrates na noite eleitoral, uma jornalista perguntou a Sócrates se ele esperava que, deixando de ser PM, viria a ter novos problemas com a justiça. Estava aí, passado todo este tempo, um resquício exemplar da política de ódio que foi, desde sempre, a arma de uma certa classe política contra Sócrates, política do ódio que teve numa certa comunicação social a marionete (pouco inocente) de serviço. Se estas eleições tiverem servido para acabar com essa guerra civil fratricida, já não será mau. (...)


 


Porfírio Silva


 

05 junho 2011

Maioria de direita no Parlamento

 



 


O PS perdeu as eleições legislativas e com valores muitíssimo expressivos. O PSD ganhou com bastante diferença, pelo que o próximo governo será um governo de maioria de direita. A derrota do BE também foi um dos perdedores, tal como o CDS que ficou aquém do que se esperava.


 


Assim quis o povo, assim será. A democracia é exactamente o cumprimento da vontade da maioria.


 


Para a História ficará certamente o excelente discurso de José Sócrates. Foi um discurso de um grande homem, de quem Portugal se deve orgulhar. Esteve à frente de dois governos, um que foi o melhor governo de há muitos anos, em democracia, o outro que remou contra correntes e marés e não conseguiu o seu objectivo. Erros teve, mas teve muito mais acertos.


 


Fica também para a História a vergonhosa pergunta que lhe foi feita por um jornalista, não sei de que meio de comunicação, em que se sugeria que Sócrates, deixando de ter poder político, passaria a ser alvo de mais processos judiciais, nomeadamente no Face Oculta.


 


O PS terá agora a tarefa de iniciar outro ciclo político, de eleger outro líder. O país precisa de um PS revigorado na oposição, para uma oposição esclarecida e responsável, o exacto contrário do que foi a oposição ao último governo do PS.


 


Há uma maioria de direita, esperemos que estável. A Passos Coelho deseja-se sorte. Precisa ele e precisamos nós.


 



 

Imprescindível votar

 



 


Votar não dói.


O que dói é termos o governo de todos eleito por tão poucos.


 


Votar refresca, sabe bem é um exercício de poder.


Do poder do povo.


 

Votar é preciso

 



 


É preciso votar - ninguém deve decidir por nós.


 


Votar é escolher, optar, assumir responsabilidades. É crescer.


 


Quermos ser um povo adulto, seguro das suas decisões, que se afirma e pede contas, que exige e presta contas.


 


É preciso votar.


 


 

Just Breathe


Pearl Jam


 


Yes I understand that every life must end, aw huh...
As we sit alone, I know someday we must go, aw huh...
I'm a lucky man to count on both hands
The ones I love...

Some folks just have one
Others they got none, aw huh...

Stay with me
Let's just breathe

Practiced are my sins


Never gonna let me win, aw huh...
Under everything, just another human being, aw huh...
Yea, I don't wanna hurt, there's so much in this world
To make me bleed

Stay with me
You're all I see

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean

I wonder everyday
As I look upon your face, aw huh...
Everything you gave
And nothing you would take, aw huh...
Nothing you would take
Everything you gave

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me 'till I die
Meet you on the other side


 

Vantagens de se deslocar à assembleia de voto

 



 


São inúmeras. Vou passar a enumerá-las:



  • Passear a pé entre a sua casa e o local de voto - é impossível estacionar perto das escolas e outros espaços onde se vota; por isso esticam-se as pernas, ampliam-se os pulmões, desenferrujam-se as articulações e poupa-se o carro e a gasolina.

  • Encontrar pessoas que já há muito tempo não vê - aqueles vizinhos com quem nunca se cruza, nestes momentos estão sempre na fila, a consultar a lista dos números de eleitores, para ver qual é a sua, se bem que é sempre a mesma das anteriores eleições.

  • Poder apreciar a generosidade e a disponibilidade de quem, querendo ajudar, baralha mais do que acerta.

  • Aproveitar a caminhada para tomar um café e fazer as compras no supermercado que está aberto.


Por último, e acessoriamente, sentir o peso e a leveza da responsabilidade da participação cívica e da escolha de quem nos vai governar nos próximos anos.


 

04 junho 2011

Para o dia seguinte

 


(...) Seja quem for que ganhe destas eleições sairá um governo legitimado pelo voto popular e com o direito e a obrigação de cumprir com o seu programa eleitoral.


 


Jumento


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...